Redução de salários pode agravar crise

Estamos prestes a entrar em uma grande crise mundial, pelo que estamos lendo e vendo no noticiário. As bolsas no Mundo inteiro sofrem os reflexos do Coronavirus, que parou alguns países da Europa, como o caso da Itália. Com certeza, dentro em breve, essa situação vai chegar aqui, talvez não ao ponto de parar o país como o caso da Itália, mas de parar a nossa economia. No município de Rondonópolis, no que tange à política financeira do município, podemos dizer que não temos muito com o que se preocupar. Um exemplo está no fato da forma austera como o prefeito tem administrado o recurso para pagamentos dos servidores. O prefeito tem nove folhas de pagamentos garantidas nos cofres públicos e paralelamente a isso, ele tem garantido reposição salarial e garantias aos servidores. O servidor público recebendo em dia e com as garantias salarias pagas é a certeza do crescimento do consumo e também a melhora no comércio local. Algo diferente e ao contrário disso pode levar à cidade a uma crise financeira grande, pois ao contrário do que muitos pensam, o comércio é com certeza um dos principais fatos geradores de emprego e renda no município, um comércio sem consumo é quase a certeza de desemprego e crise e desta forma, o governo municipal tem feito a parte dele para ajudar o Brasil a sair da crise. Na esfera federal não podemos dizer o mesmo; o governo quer diminuir salários de servidores na reforma administrativa que tramita em Brasília. No primeiro momento pode representar uma economia aos cofres públicos, mas em um segundo momento pode contribuir e muito para a diminuição do consumo e com reflexos diretos na indústria que pode diminuir a produção e no comércio que verá as vendas caírem e o desemprego aumentar. O cenário de deflação é assustador neste caso, ainda mais quando as previsões do corte nos salários podem chegar a 25%. Ao governo federal a saída é criar medidas para aumentar o consumo e a produção da nossa indústria e sim onerar o trabalhador e também os cofres públicos, não podemos ver o nosso país correr tantos riscos dessa forma. Vamos aguardar e torcer para que a crise não seja tão grande como as previsões dos nossos economistas e trabalhar todos juntos para o crescimento do país