GERAL

Antonio Eugênio Bonjour –

Agropecuarista de sucesso, ex -diretor do Sindicato Rural e atual presidente da Casa do Bom Samaritano
Natural de Manhuaçu localidade situada na zona da mata em MG onde passou a infância na companhia dos seus irmãos José e Maria Eugênia Bonjour. Os pais Francisco Eugênio Bonjour e Ana Bahia Bonjour , ambos de família tradicional na localidade, sempre tiveram vocação para o meio rural. Eram proprietários de uma fazenda de café em Manhuaçu, e muito contribuíram com desenvolvimento da então pequena cidade.
JORNAL FOLHA REGIONAL;
Quais os momentos mais significativos da sua vida em Manhuaçu?
Dr. Bonjuor; Eu me criei em Manhuaçu, onde fiz os meus primeiros estudos, Manhuaçu é uma cidade de muitas riquezas naturais, foi uma das mais importantes do Brasil durante o ciclo do ouro, além de grande produtora de café no estado de Minas Gerais. Continua sendo nos dias de hoje uma cidade das mais progressistas do estado mineiro. A infância sem dúvida nos deu momentos significativos de grande aprendizagem, em especial na convivência familiar e com aos amigos.
JFR; O senhor sentiu muito a mudança de Manhuaçu para Viçosa?
Dr. Bonjour; Manhuaçu é uma cidade distante de Viçosa cerca de 173 KM, toda mudança meche com a nossa estrutura, especialmente quando saímos da adolescência para a idade adulta, mas foi um sentimento favorável, deu tudo certo. A minha vocação seguiu também a tradição da minha família, eu estudei, e me formei em Agronomia na Universidade Federal de Viçosa no ano de 1966.
JFR; Qual a importância da família na formação do indivíduo como cidadão?
Dr. Bonjour; A família é o grande esteio das nossas vidas, é o meio em que nela nascemos crêssemos, evoluímos e prosperamos. Eu e minha esposa Ana Maria de Moura Bonjour nos casamos em Viçosa, temos quatro filhos, André de Moura Bonjour, “administrador de empresas,” Sandra Cristina (falecida), Silvia Maria – “professora da UFMT,” e Simone de Moura Bonjour “engenheira de alimentos.”
JFR; Depois de formado, o senhor foi para São Paulo, e posteriormente para a cidade de Londrina PR, como foi essa experiência?
Dr. Bonjuor; Fui para São Paulo, onde trabalhei durante 5 anos na Agroceres uma empresa de grande porte na produção do segmento rural. Sem dúvida adquiri uma boa experiência atuando como engenheiro Agrônomo. Posteriormente fui para Londrina cidade do estado do Paraná, onde fiquei de 1971 a 1983 onde também atuei na minha especialidade, graças a Deus sempre fui bem sucedido em todos os lugares que passei.
JFR; Mato Grosso e Rondonópolis entraram na sua vida a partir de quando?
Dr. Bonjour; Já antes de 1983 eu havia já comprado uma terras aqui na região, o meu intuito era implantar inicialmente a pecuária, mas havia naquele momento o inicio de uma grande movimentação nacional, o deslumbramento e até mesmo internacional em torno da soja. Devido a esse movimento eu acabei mudando o segmento e optei pela plantação de soja. Posteriormente, resolvi definitivamente trazer toda a minha família, meu filho, nora, filhas e genros para esta querida cidade de Rondonópolis. Logo que aqui cheguei me filiei e fiz parte da diretoria do Sindicato Rural, onde permaneci como diretor durante 10 anos. Ajudamos a instituição a se desenvolver, quero lembrar aqui dos saudosos e abnegados companheiros, Dr. Raposo, e Dr. Adolpho Tadeu Vieira, e em nome deles parabenizar a todos pelo grandioso trabalho, aqueles que estão hoje na diretoria do Sindicato Rural e os que estiveram a frente desta importante instituição nesses últimos anos.
JFR; Hoje com o arrendamento das fazendas como está o seu trabalho voluntário na presidência da Casa do Bom Samaritano ?
Dr. Bonjour; Esse é um momento muito especial na minha vida, é uma grande alegria poder servir ao próximo, eu e aminha esposa Ana Maria nos sentimos muito felizes nesse trabalho. A Casa do Bom Samaritano foi fundada oficialmente no dia 30 de setembro de 1992 pela Renovação Carismática Católica de Rondonópolis. Tem como objetivo principal cumprir o compromisso cristão, sintetizado no pensamento; “Estive com fome e me destes de comer.” Um olhar misericordioso para os irmãos, vendo nele o rosto de Jesus.
JFR; Quem são as pessoas atendidas pela Casa do Bom Samaritano, e quantas são atendidas em média por dia, a casa recebe algum tipo de apoio?
Dr. Bonjour; Nosso objetivo é acolher os necessitados (transeuntes, mendigos e migrantes), servimos 160 refeições por dia (café da manhã, almoço e jantar). O público que recebe atendimento é na sua maioria homens com idade entre 19 e 70 anos. A prefeitura municipal de Rondonópolis nos ajuda com R$ 1.700,00 (Mil e setecentos reais) por mês. Temos também outros recursos, SESC (com ofertas de frutas e legumes) doações espontâneas, fórum, doações de cestas básicas por diversas comunidades. Atualmente temos 50 colaboradores mensais de pessoas ligadas a Igreja Católica, todas as paróquias no ajudam. Fazemos ainda um trabalho social no apoio aos necessitados com muletas, apoio básico para famílias que estão com graves dificuldades. A minha esposa Ana Maria coordena um bazar beneficente a cada dois meses, e quem puder participar com doações pode ligar para 66 3423 45 00.
JFR; Vamos encerrar esta entrevista, com sua mensagem, desde já agradecemos e parabenizamos pelo vosso trabalho voluntário.
Dr. Bonjour; Tenham fé em Deus e na força do trabalho, o ser humano nunca está sozinho, todos nós temos graus de responsabilidades não podemos nos omitir. Todos podem colaborar com o próximo, agradeço a Deus pelo dom da Vida. Quero lembrar aqui que continuamos recebendo apoio de todas as comunidades, a Casa do Bom Samaritano fica na Av. Bandeirantes 1.190 no Centro da cidade, o contato pode ser feito através do telefone acima.
Muito grato por esta oportunidade.
Redação: Denis Mares

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