CCZ alerta para a proliferação de doenças no período chuvoso

A chegada do período chuvoso – que vai de setembro a fevereiro -, em Mato Grosso, causa aumento de casos como a dengue, a leishmaniose, a leptospirose e também a proliferação do caramujo gigante africano (Achatina-fulica). Em Rondonópolis, segundo o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), os agentes de Saúde Ambiental percorrem os bairros e fazem orientações sobre os cuidados que a população deve adotar, no sentido de evitar a proliferação dessas doenças. Um dos maiores problemas enfrentados pelos agentes, tem sido a ausência dos moradores em suas residências e também a negativa de permissão para adentrar aos pátios, para a verificação da existência de mosquitos e caramujos. “Pedimos aos moradores que viabilizem o acesso dos agentes de Saúde Ambiental, pois as visitas são preventivas e muito importantes”, diz a coordenadora do CCZ, Fátima Melo.
Rondonópolis um alto índice de residências não visitadas, em decorrência da ausência dos proprietários na hora das visitas dos agentes e também pela negativa de permissão. Diante disso, as equipes de agentes vêm fazendo revisitas em horários diferenciados, pela manhã ou à tarde.
Sobre o caramujo gigante africano, Fátima Melo explica que no período da seca – de março a agosto- a população deve fazer o manejo dos quintais, retirando entulhos e folhas secas, que se acumulam. “Nesse período, ele se esconde e posta os ovos em locais úmidos e sombrios, como embaixo de montes de folhas secas, restos de madeira e alimentos, que se desenvolverão com a chuva”, alerta ela, destacando que o caramujo não possui predador natural, no Brasil. Nativo do leste-nordeste da África foi introduzido no Brasil em 1988, visando o cultivo e comercialização do escargot. Possui concha cônica marrom ou mosqueada de tons claros. As doenças transmitidas por ele são uma forma de meningite e um tipo de verminose, que só se verificam na África, não tendo nenhum caso relatado aqui no Brasil.
Os cuidados que se devem ter, em relação ao caramujo gigante africano, são: recolher os moluscos e ovos usando uma pá, luvas descartáveis ou sacos plásticos, pois os vermes encontram-se no muco (rastro) e depositá-los em um balde com água e sal, por um período de 02 horas. Depois, devem ser amassados e colocados em um saco plástico apropriado para a coleta de lixo. Quando houver uma grande quantidade do caramujo, eles devem ser colocados num latão e queimados e os restos destinados para o lixo, dentro de um saco ou sacola plástica. Por fim, nunca se deve depositá-los vivos no lixo doméstico, pois eles se proliferam em lixões e aterros sanitários, causando aumento de infestação.