Ações descentralizadas marcam melhoria do atendimento nos Hospitais Regionais de Mato Grosso

As ações descentralizadas de saúde pública, implementadas pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Saúde, visando a melhoria da qualidade do atendimento e da prestação de serviços para a população no Sistema Único de Saúde (SUS), são realidade. Os resultados comprovados são frutos do gerenciamento das Organizações Sociais de Saúde (OSS), como é o caso do Hospital Metropolitano de Várzea Grande, administrado pelo Instituto Pernambucano de Assistência à Saúde (IPAS).
O Hospital é referência em ortopedia com capacidade para realização de procedimentos de média e alta complexidade, além de atendimento de urgência e emergência, clínica cirúrgica geral e clínica cirúrgica ortopédica e traumatológica de adultos. E graças a esses atendimentos e ao bom gerenciamento do serviço ofertado que aqueles que aguardavam há anos na fila de espera para fazer cirurgia hoje já podem comemorar com o atendimento.
A história de espera em fila de hospitais de dona Neuza Lopes Gomes, 65 anos, funcionária pública e que mora no município de Sorriso, começou em 2005 quando ela sofreu um acidente ciclístico e ficou com lesões graves no punho esquerdo e nos ombros. Depois de passar anos esperando, dona Neuza sai da fila de espera e passa pela cirurgia para acabar com suas dores. “Fui tão bem atendida pelos funcionários que liguei para minha família para contar. Meu Deus, o atendimento melhorou muito, você vê com os próprios olhos. Sou uma das privilegiadas de ser atendida aqui. O nosso Governo está de parabéns”, comemorou dona Neuza.
Conforme lembrou o secretário de Estado de Saúde, Vander Fernandes, o objetivo é modificar o quadro de críticas das unidades de saúde pública no âmbito estadual, transformando as unidades em hospitais que realmente prestam serviços com qualidade, eficiência, com humanização no atendimento com os mesmos valores ou com valores menores do que o Estado vinha gastando com essas unidades, com os mesmos servidores públicos, porém num modelo de gerenciamento focado no usuário. “Conseguimos transformar unidades que antes eram criticadas sobre qualidade e tipo de atendimento hoje em unidades exemplo, hoje levamos o paciente entender o novo padrão de atendimento semelhante ao que acontece na rede privada, que é o nosso objetivo, que o atendimento seja igual sem nenhum tipo de diferenciação entre SUS ou de qualquer natureza econômica”, explicou o secretário.
Prova disso é a comemoração do operador de motoniveladora e motorista Geder Bento Coutinho Esteves, morador de Araputanga e está no Metropolitano para fazer uma cirurgia no joelho. Eele esperava há dois anos para realizar o procedimento cirúrgico. Ele conta como foi o atendimento na unidade estadual de Várzea Grande. “Quando me ligaram para eu vir fazer a cirurgia eu nem acreditei. Fui muito bem atendido e o Hospital está de parabéns. Já rodei muito essas estradas porque sou motorista e nunca vi um atendimento num hospital como esse aqui. Agora depende só dos exames para poder operar e acabar com o problema no joelho e voltar a trabalhar”.
GESTÃO
De acordo com o secretário Vander, o Governo do Estado buscou as melhores experiências do país em gestão de hospitais voltados para o SUS e importou essa modalidade de gestão para Mato Grosso calçado em princípios sólidos, sérios, de qualidade de atendimentos. “Atualmente são cinco hospitais geridos por OS’s. A intenção é expandir em Sinop, Sorriso e Hospital de Transplantes em Cuiabá”, disse o secretário ao lembrar que para Sinop o chamamento foi reaberto graças a liberação imediata do recurso de R$ 8 milhões, conseguidos após reunião em Brasília entre o governador Silval Barbosa e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O montante será utilizado na compra de equipamentos para o Hospital Regional de Sinop.
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde, complementou ainda Vander Fernandes, tem buscado a melhoria na qualidade do atendimento e serviço à população, mas também na qualidade e condições de trabalho dos profissionais da saúde. “Houve sempre o questionamento da qualidade das condições de trabalho, falta de medicamentos e de materiais. Esse problema está sanado nesses Hospitais. Hoje os profissionais trabalham em boas condições e muito bem remunerados. É mais um paradigma que o Estado está quebrando com mais essa modalidade de gestão”.
Fonte:SECOM/MT