Secretário diz que verba para saúde ainda é insuficiente e lamenta fim da CPMF

O secretário de Saúde de Mato Grosso, Agostinho Moro, entrevistado de hoje do programa Chamada Geral, da Cuiabana FM (95,9 Mhz), comemora o fato de o governo federal ter anunciado cerca de R$ 1,5 bilhão para o setor de saúde, mas salienta que "ainda é pouco de dinheiro para atender a forte demanda".
"Ainda vamos fazer um levantamento de quanto vem de fato para Mato Grosso, mas de antemão podemos dizer que é insuficiente para atender as necessidades do Estado e dos municípios", salientou. Em entrevista para o Olhar Direto, Moro enfatiza que a aprovação da CPMF e a destinação plena dos recursos para a saúde seria fundamental para atender o setor de saúde.
Para suprir essa demanda, seria necessário, um aporte muito significativo. Segundo Moro, o "corte total dos recursos da CPMF" foi um desastre, porque deixou um buraco financeiro de R$ 16 bilhões num primeiro momento e que hoje ainda está em R$ 6 bilhões, após algumas ações da União.
A respeito do fechamento dos hospitais, Moro ressalta que a falta de um realinhamento da tabela dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) foi preponderante para a falência das unidades. Ressalta Moro, contudo, que não basta apenas ter uma "estrutura física" porque a manutenção dos hospitais é muito cara.
Olhar Direto