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Dilma e parlamentares foram grampeados

Reportagem publicada na edição desta semana na revista "IstoÉ" diz que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, 18 senadores e 26 deputados tiveram conversas gravadas e passos monitorados por um grupo de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na operação Satiagraha.
A revista relata que a informação sobre os grampos foi revelada por "arapongas". Segundo a "IstoÉ", ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) também teriam sido investigados.
Na semana passada, a denúncia de um grampo feito em um dos telefones do presidente do STF, Gilmar Mendes, fez com que o presidente Lula determinasse o afastamento temporário da cúpula da agência.
A revista diz que o agente Francisco Ambrósio do Nascimento, da Abin, teria coordenado a equipe que fez as escutas. Conforme a reportagem, Nascimento, ex-agente do extinto Serviço Nacional de Inteligência (SNI), teria sido uma espécie de braço direito do delegado Protógenes Queiroz na Operação Satiagraha, "funcionando como elo entre Protógenes e agentes da Abin" cedidos à operação.
Crachá e senha
A reportagem diz que o diretor de Inteligência da PF, Daniel Lorenz, e o diretor-geral do órgão, Luiz Fernando Corrêa, não sabiam "das missões confiadas ou da autonomia concedida" a ele. Ambrósio Nascimento, segundo a "IstoÉ", usava crachá e senha de funcionária da PF para entrar no prédio e usar os computadores.
Segundo a reportagem, o agente e outros servidores da Abin envolvidos na Satiagraha – a operação na qual chegou a ser preso o banqueiro Daniel Dantas – se instalaram em uma sala do Máscara Negra, como é chamado o prédio-sede da PF em Brasília.
Ministro diz que haverá punição
O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse neste sábado (6) que não irir emitir opinião sobre as novas denúncias. "Quem grampeou vai ser descoberto e quem for descoberto vai pagar", respondeu.
O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), pasta à qual a Abin está subordinada, disse que não irá se manifestar sobre o assunto. A PF disse que as denúncias de grampo ilegal estão sendo investigadas em um inquérito e que não comentar os supostos grampos. O G1 procurou a Abin e aguarda resposta.
Editora3/ISTOÉ

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