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Servidores municipais não aprovaram greve, sindicato prepara novos protestos

Em nova assembleia realizada nesta quinta-feira (11) os servidores públicos municipais de Rondonópolis não aprovaram a proposta de paralisação imediata. Em comunicado enviado à imprensa, a presidente do sindicato, Geane Teles Lima, disse que a categoria voltará a discutir o assunto na semana que vem e adiantou que devem ocorrer novos protestos.

“Nossos servidores decidiram aguardar o resultado de uma ação com pedido de liminar que foi impetrada hoje pelo sindicato. Amanhã vamos reunir a diretoria para traçar os passos da semana que vem”, afirmou.

Hoje o sindicato patrocinou protestos em frente à residência do prefeito. A medida foi criticada por vários setores, mas, conforme Geane, poderá ser reprisada nos próximos dias.

Apesar das críticas, a sindicalista considerou que houve alguns avanços nas negociações. Ela citou informações divulgadas nesta quinta-feira pelo secretário Municipal de Gestão de Pessoas, Fernando Becker, dando conta que o município planeja a atualização do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) dos servidores e também a realização de um concurso público para a contratação de 700 professores. Esses temas foram discutidos numa reunião realizada ontem, entre o secretário e representantes do sindicato.

“Ontem a conversa que tivemos com o secretário (Becker) foi desmotivadora. Ele disse que nem havia lido as nossas reivindicações, mas hoje já admitiu a necessidade de reformulação do PCCV e de contratação de professores. Isso é salutar. Ele fez em um dia o que não havia feito em um mês. Espero que na semana que vem, com novas manifestações, a gente consiga evoluir”, declarou.

Além de mudanças no PCCV e a realização de concurso, o sindicato também reivindica ganhos reais nos salários – além da reposição inflacionária já concedida pela Prefeitura. O município alega assegurado a reposição inflacionária, tendo concedido 11% de reposição neste ano, e tem priorizado as categorias que recebem salários menores – inclusive com o pagamento de abonos.

POSTO FECHADO
Apesar da categoria não ter aprovado a realização da greve, várias pessoas que buscaram hoje no posto de saúde do bairro Nossa Senhora do Amparo encontraram o local fechado. Cartazes informavam que os servidores estavam em greve e, por isso, não haveria atendimento.

Geane Lina negou que o fechamento do posto tenha sido uma ação do Sispmur ou dos servidores efetivos. Segundo ela, a medida pode ter sido um boicote com o objetivo de prejudicar a imagem da categoria.

 

Eduardo Ramos – Da Redação

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