POLÍTICA

Terezinha Silva de Souza: diretora geral do Serviço de Saneamento Básico de Rondonópolis (Sanear)

No mês da mulher, a coluna Espaço Aberto, traz uma entrevista especial com a administradora Terezinha Silva de Souza. Ela que ficou bastante conhecida por comandar o Sanear entre 2008 e 2012, voltou a chefiar a autarquia neste ano. No nosso bate-papo, ela fala de política, da amizade com o prefeito José Carlos do Pátio, das metas e projetos a serem desenvolvidos na gestão.
Perfil
Formação: Administração de Empresas, pela Universidade São Francisco (SP);
Idade: 50 anos;
Natural de Mira Estrela (SP); mudou-se para Rondonópolis com cinco anos.
Já atuou no comércio por 16 anos no ramo de alimentação; ocupou o posto de assessora parlamentar em 2015/2016 do então deputado estadual José Carlos do Pátio (SD) e está pela 2ª vez no comando do SANEAR.

1. Folha Regional – Como a política surgiu na sua vida?

Terezinha Silva – Iniciou ainda na época de estudante, com meus 14/15 anos, meu pai Antônio Inácio era militante do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) antigo, eu acabei também seguindo os passos dele. Participava dos movimentos estudantis, dos movimentos políticos do MDB, segui essa trajetória. Depois cheguei a ser presidente municipal do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), também fui vice-presidente, depois foi quando saímos e hoje, eu estou no Solidariedade.

2. Folha Regional – Como surgiu a amizade entre a senhora e o prefeito José Carlos do Pátio?

Terezinha Silva – O Zé Carlos chegou muito jovem em Rondonópolis e foi ser secretário de Obras, se filiando ao PMDB. Ele foi secretário na gestão do Carlos Bezerra (PMDB), foi quando eu conheci, acho que em 1987. Nós politicamente, sempre militamos juntos e hoje estamos no Solidariedade. Quando houve o convite do partido para o José Carlos, ele aceitou e assim eu e o grupo mais próximo a ele fomos para o partido.

3. Folha Regional – Esta é a 2ª vez que a senhora assume o comando do Sanear, quais diferenças sentiu em relação a gestão anterior?

Terezinha Silva – O desafio hoje do Sanear é maior, ele cresceu comparado a minha gestão anterior para agora, a tendência é crescer muito mais porque a gente pretende chegar praticamente em 100% de esgoto e água, o que vai precisar de mais manutenção, são mais problemas. A cidade cresceu muito, estou impressionada com a quantidade de bairros novos. Por outro lado, o Sanear vem se consolidando como uma empresa pública que está dando certo, que é um exemplo para outros municípios. Em uma fase, em que muitos resolveram defender as privatizações, eu defendo que uma empresa de saneamento pode ser viável.

4. Folha Regional – Quais as principais metas desta gestão?

Terezinha Silva – A conclusão das obras do PAC, que vai atender a toda a cidade porque é a interligação do sistema como um todo. É a universalização do sistema de água e esgoto, esse é o nosso maior desafio, concluir e ver o que falta para buscar mais recursos. Há muita coisa para ser feita. Nosso outro objetivo é a destinação dos resíduos, logo que o aterro entrar em operação, nós queremos destinar corretamente e trabalhar a questão dos catadores que hoje ficam no lixão, nós vamos instalar uma usina de reciclagem. Assim, vamos ampliar a coleta seletiva que ainda é pouca na cidade, mas eu não quero simplesmente expandir a coleta seletiva em se tratando de número de bairros, nós estamos criando um projeto de educação ambiental, para que as pessoas realmente entendam o benefício da coleta seletiva e não simplesmente por mais caminhões para passar nos bairros.

5. Folha Regional – A senhora acha que a coleta seletiva deu certo na nossa cidade? Qual a ideia do projeto?

Terezinha Silva – Falta conscientização, foi feito um trabalho, mas um pouco tímido, porque é uma mudança de hábito dos moradores. Acho que temos que trabalhar o principal, para que dê certo a coleta seletiva é importante trabalhar nas escolas, com as crianças. Elas levam para dentro de casa essa questão ambiental, com maior facilidade do que o adulto. Trabalhar na rede municipal de ensino inicialmente e expandir para a rede estadual também, estamos concluindo o projeto e buscando parceiros para que seja colocado em prática. No projeto piloto são 33 bairros, mas ela ainda não deu o resultado esperado.

Folha Regional – No dia 22 de março é comemorado o Dia Mundial da Água, o Sanear irá desenvolver alguma ação?

Terezinha Silva – Nós vamos fazer uma ação nesta data, na Praça Brasil. Vamos fazer um pit stop, de manha e a tarde junto com a Secretaria do Meio Ambiente quanto a conscientização do uso da água e, além disso, teremos palestras em cinco escolas, da rede municipal e estadual durante o mês.

Folha Regional – Logo no início deste ano, houve alguns problemas em relação aos ecopontos. Há alguma solução para evitar tais transtornos?

Terezinha Silva – Os ecopontos hoje estão sob a responsabilidade da Coder, não estão com a Sanear, mas ao termos o aterro e passar a operar, estamos pensando em um projeto em parceria com o Meio Ambiente, para transformar os ecopontos em pontos de coleta diferenciada, tipo uma coleta pré-seletiva. Que a pessoa vá lá depositar, mas que aprenda a separar, a gente pensa em fazer isso. É que o ecoponto hoje, na realidade, virou depósito de lixo.

Folha Regional – No ano passado, milhões de litros de esgoto sem tratamento foram jogados no Rio Vermelho. Nesta gestão, o Sanear dará uma atenção especial a isso?

Terezinha Silva – Nós já vivemos em atenção 24h, mas agora vai entrar em operação todas as lagoas da nova estação de tratamento de esgoto, nos próximos 45 dias, entra em operação e estamos viabilizando uma reforma na elevatória de esgoto do Canaã, onde sempre tem problema, nas épocas de chuva, vamos fazer uma reforma e ampliação.

Folha Regional – Suas considerações finais.

Terezinha Silva – Fora isso, eu como mulher, estou muito feliz que estarei em junho concorrendo a uma cadeira novamente no conselho diretório nacionalmente do saneamento da ASSEMAE, eu já fui do conselho diretor 2008 a 2012. Agora em junho tem eleição e vou concorrer novamente, quem sabe conseguirei ser eleita. Discutimos o saneamento municipal do Brasil inteiro. O que propicia a troca de experiências e mesmo a abertura que isso se dá nos ministérios, especialmente, o de Cidades, onde concentra o saneamento.

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