POLÍTICA

Reginaldo pede industrialização pra Rondonópolis não ficar pra trás com avanço da Ferronorte

Após o ministro da infraestrutura, Tarcísio Freitas, anunciar junto a membros da bancada federal de Mato Grosso o avanço administrativo do projeto de extensão dos trilhos da Ferronorte, que hoje findam em Rondonópolis, para Cuiabá e posteriormente Lucas do Rio Verde, o vereador Reginaldo Santos alertou em discurso, nesta semana, que a cidade corre risco de ficar pra trás de outras no estado se não avançar industrialmente.

A avaliação do parlamentar de Rondonópolis é que com as chegadas dos trilhos em cidades que são potências do agronegócio, junto aos terminais que devem ser instalados em cada uma, será criado em Mato Grosso uma rivalidade muito boa ao estado do ponto de vista econômico. Prestes a "concorrer" com polos tão ricos quanto o seu, a saída pro maior município do interior sair na frente é se organizar, na visão de Reginaldo.

"Rondonópolis é a porta de entrada e saída do Mato Grosso, a relação direta do estado com o restante do Brasil. Nosso município tem uma posição geográfica muito favorável, temos rodovias importantíssimas que se cruzam aqui e não podemos perder este momento. Existe um histórico de ruína onde os trilhos passam e os municípios não aproveitam pra se industrializar. Estes municípios acabam perdendo a vez", alerta. 

Reginaldo afirmou que a saída dos produtos in natura contribuem muito pouco para a riqueza local e afirma que já vem, sistematicamente, alertando isso a membros da bancada federal e à classe política local há alguns anos. "Temos a Lei Kandir, que isenta impostos de produtos para exportação, que é uma legislação boa, mas ao mesmo tempo maléfica. Hoje, trocamos esse “incentivo” por R$ 500 milhões de receita. A industrialização corrigiria isso, geraria emprego e riquezas para a cidade. A corrida contra o tempo se faz ainda mais necessária porque a China, maior compradora dos nossos grãos, está adquirindo terras na África pra ter sua própria produção. Precisamos estar preparados pra driblar essa possível realidade”, reiterou.

O vereador afirma que aumentou ainda mais a preocupação depois de uma visita recente ao Terminal de Cargas da RUMO em Rondonópolis, a convite do vice-prefeito, Aylon Arruda, e lá abordou o assunto. “Vimos durante a apresentação, um questionamento interessante do vereador Cido Silva. O etanol sai da nossa região, vai pra Goiânia, sudeste e volta industrializado para comprarmos ele bem mais caro. Por que não ser industrializar ele aqui?”, insiste.

Ainda em 2020, o vereador requereu uma audiência pública com toda a classe política de Mato Grosso, representantes de entidades da indústria e do comércio da cidade, bem como diretores da RUMO, para tratar do avanço dos parques industriais da cidade. “Como será Rondonópolis após a ferrovia chegar em Cuiabá e caminhar pra Lucas? A preocupação é real e precisamos, mais do que debater, agir”, reforça. 

Aproximadamente 30% do PIB de Rondonópolis passa pelos trilhos da RUMO, que na cidade tem um terminal que é considerado um dos maiores da América Latina. O parlamentar afirma que tem visto o Executivo Municipal se esforçar para expandir o parque industrial, mas afirma que a atração de investidores passa por uma união de toda classe política.

“Quero reconhecer o que vem se fazendo, nunca na história houve um momento em que o prefeito da cidade mais tivesse projetos e recursos para asfaltar nossos distritos industriais. Nos próximos dois três anos maior parte dos problemas de infraestrutura nestes locais serão solucionados, aliás, já começou a ser feito e precisamos acompanhar isso com novas empresas. O Aylon Arruda, nosso vice, está liderando este movimento e precisamos nos estruturar. Ou fazemos isso, ou vamos perdermos a vez”, finalizou

 

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