Monitoramento aéreo avaliará real situação de incêndios florestais no Estado

Com objetivo de obter informações atualizadas da situação de focos de incêndios em algumas regiões do Estado, uma equipe do Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional (CIMAN/MT) está realizando um sobrevoo de monitoramento, que partiu nesta terça-feira (24.08) de Cuiabá priorizando as Unidades de Conservação e áreas de relevantes interesses ecológicos e percorrerá o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães e entorno, Serra de São Vicente, Serra de Ricardo Franco em Pontes e Lacerda, Serra de Santa Bárbara, Serra das Araras, Parque Encontro das Águas em Poconé. As informações levantadas pela equipe do CIMAN auxiliarão nas estratégias de combate, conforme prioridades e necessidades de intervenções observadas.
As condições climáticas têm contribuído para o aumento dos focos de calor em quase todo o país, tanto que, cidades que não tinham histórico de baixa umidade relativa do ar estão sofrendo com o ar seco e temperaturas elevadas, fatores que potencializam a ocorrência de incêndios em vegetação, cuja ocorrência, além de deteriorar a qualidade do ar, causam outros danos ambientais, econômicos e sociais que alteram a normalidade de diversas comunidades pelo país a fora.
Em Mato Grosso onde a estiagem – um fenômeno natural – tem colaborado fortemente para que frentes de fogo aconteçam em todos os quadrantes do nosso território, na grande maioria das vezes, iniciados de forma negligente pela ação humana.
“Estamos no 3º maior Estado do país, com uma área de mais de 900 mil Km², e três biomas, Pantanal, Cerrado e Floresta Amazônica. Isso por si só exige dos Governos e da sociedade em geral uma agenda de ações que os protejam da destruição de qualquer ordem, fator de difícil execução quando consideramos a infinidade de áreas remotas, distantes das áreas urbanas e com difícil acesso e com terrenos de topografia acidentada, que torna quase impossível a realização de combates diretos com eficiência e sem comprometer a segurança das equipes de intervenção”, disse o superintendente de Defesa Civil do Estado de Mato Grosso, Maj BM Agnaldo Pereira de Souza.
Segundo ele, cabe aos Governos a prevenção e a resposta aos incêndios nas Unidades de Conservação de sua jurisdição e, aos proprietários, tomar as medidas para que o incêndio não inicie na sua propriedade ou entre nela.
A operação de sobrevoo conta com apoio de um avião do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), tendo como observadores técnicos do PREVFOGO, Corpo de Bombeiros Militar, Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Defesa Civil e Instituto Chico Mendes de Biodiversidades – ICMBio.
O superintendente destaca ainda, que as operações de fiscalização e de combate aos incêndios foram intensificadas, "sendo oportuno enfatizar que estamos no período proibitivo do uso do fogo desde o dia 08 de julho, e qualquer queimada não autorizada, pode configurar como crime ambiental", frisou o major.
Fonte:Ass. Casa Militar/MT