GERAL

Maciel lamenta devastação do Cerrado e da Caatinga

Marco Maciel (DEM-PE) defendeu ontem a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC 51/03) apresentada por Demostenes Torres (DEM-GO) que reconhece como biomas nacionais o Cerrado e a Caatinga, que não foram incluídos na Constituição de 1988. Para que a matéria seja analisada, é necessário votar antes uma medida provisória, que tranca a pauta.
O senador alertou para a devastação do Cerrado brasileiro, cuja área está reduzida a 20% da cobertura original, e da Caatinga, localizada no semiárido nordestino. Disse que o Cerrado é o sistema ambiental brasileiro que mais sofre alteração com a ocupação humana. Em sua área, vivem 20 milhões de pessoas. Ele observou que essa população é majoritariamente urbana e enfrenta problemas como desemprego, falta de habitação e poluição, entre outros.
– A atividade garimpeira, por exemplo, intensa na região, contaminou os rios de mercúrio e contribuiu para seu assoreamento. Nos últimos 30 anos, a pecuária extensiva, as monoculturas e a abertura de estradas destruíram boa parte do Cerrado. Hoje, menos de 2% estão protegidos em parques ou reservas – lamentou.
Maciel assinalou que o Cerrado se estende por 20% do território nacional, englobando 12 estados. Ele observou que "manchas" de Cerrado podem ser encontradas também na Caatinga e que aquele bioma compartilha espécimes com a maioria dos biomas brasileiros (Floresta Amazônica, Caatinga e Mata Atlântica).
– Contudo, devido ao alto grau de endemismo, 45% de suas espécies são exclusivas de algumas regiões e, com a ocupação desordenada e destrutiva de sua área, o Cerrado é hoje o ecossistema brasileiro que mais sofre agressões por parte do desenvolvimento – frisou.
O parlamentar destacou o papel desempenhado pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), com sede em Petrolina, no extremo oeste do sertão pernambucano, às margens do rio São Francisco. A Univasf foi criada em 2002, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, com o intuito de desenvolver a região e estudar a Caatinga.
Jornal do Senado
Fonte:Jornal do Senado

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo