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Casas de residencial poderão ser entregues em dezembro em Rondonópolis

As primeiras 50 casas do Residencial André Maggi devem ser entregues às famílias beneficiadas pelo programa de habitação em dezembro. A previsão foi informada pela gerência regional da Caixa Econômica ao Ministério Público Federal, esta semana, a partir do levantamento dos serviços necessários e dos custos para concluir as casas que ficaram invadidas por cinco meses.
Para verificar a situação do residencial, o procurador da República, Guilherme Göpfert, se reuniu com representantes da construtora, do banco e da Polícia Militar, bem como determinou realização de vistoria nas casas. Segundo o procurador, “depois de todo o processo de desocupação do residencial, a notícia trazida pela Caixa de que unidades poderão ser entregues já em dezembro deixa uma importante mensagem para a população rondonopolitana de que ela pode e deve contar com os órgãos de Estado e que o MPF está sempre atento para garantir o respeito aos valores constitucionais e a aplicação da lei.”
Segundo a gerente regional do banco, Fátima Casteli, para que as casas sejam entregues ainda falta a instalação dos serviços de energia elétrica, água e esgoto, à cargo das concessionárias. Ainda de acordo com a Caixa, a análise do cadastro e da situação de crédito das famílias cadastradas para o programa federal de habitação começarão a ser analisados imediatamente.
Uma nova reunião será realizada para o acompanhamento das medidas adotadas para a conclusão das obras no residencial André Maggi. A data ainda será agendada.
Imbróglio
As casas do André Maggi seguem o modelo das moradias populares do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) do Governo Federal, que nem existe mais. Foram gastos R$ 16 milhões na construção. As famílias contempladas com uma moradia foram sorteadas em 20 de agosto de 2009, no Ginásio Marechal Rondon. Desde então, a cada seis meses, as famílias devem atualizar seus cadastros para não perder direito à casa.
As casas estão praticamente prontas desde 2010, faltando apenas serviços complementares e de finalização em infraestrutura. Desde então, os serviços restantes não foram concluídos em e vários impasses surgiram entre a empresa contratada e o Governo do Estado. Desde então, as casas vinham sofrendo com a deterioração do tempo e mais recentemente ações de vândalos, em meio a um movimento popular que invadiu o residencial semipronto, sendo posteriormente retirado por forças policiais.

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