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Empresária que sugeriu demissões de trabalhadores por questões políticas pede desculpas

“Demitam sem dó.” Essa foi a sugestão, ou conclamação, da empresária ruralista Roseli Vitória Martelli D’Agostini Lins a seus colegas do agronegócio. Com isso, ela pregava a demissão de empregados que votassem no candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Questionada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) na Bahia, ela agora assinou acordo para se retratar publicamente. Além disso, deverá custear uma campanha de esclarecimento.

Segundo o MPT, Roseli Lins assinou na segunda-feira (19) termo de ajuste de conduta (TAC) em que compromete com essas ações, além de não praticar mais nenhum ato de assédio eleitoral. Em caso de descumprimento, está prevista multa de R$ 20 mil por item e a cada ocorrência.

A retratação, por meio de redes sociais da ruralista, começou a circular nesta quarta (21) – veja o vídeo abaixo.

A postagem original, agora excluída, foi feita em 26 de agosto. Nela, a empresária, além de cobrar demissões “sem dó”, voltou-se contra os colegas ruralistas. Afirmou que empresários do agronegócio favoráveis a Lula também deveriam sair do setor.

É CRIME

O acordo evitou que o caso fosse levado ao Judiciário e se arrastasse para além do período eleitoral”, informa o Ministério Público. “A ruralista se comprometeu a divulgar esta semana em suas redes sociais vídeo em que se retrata e esclarece que assediar trabalhadores é uma prática ilegal.”

Além disso, o acordo prevê que a título de dano moral coletivo a empresária banque uma campanha de esclarecimento em emissoras de rádio da região oeste da Bahia e na capital do estado. A campanha deve reforçar a liberdade do voto e a ilegalidade de coação de trabalhadores no processo eleitoral. Esses spots serão veiculados a partir da próxima semana, até as vésperas da eleição.

Na semana passada, representantes de centrais sindicais estiveram com o procurador-geral do Trabalho em Brasília. O encontro foi exatamente para denunciar ocorrências de assédio eleitoral pelo país e pedir providências.

 

Da Redação (com RBA)

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