Senadores vão à Amazônia acompanhar buscas aos desaparecidos e apurar denúncias

O Plenário do Senado aprovou a criação de uma comissão externa para acompanhar a busca do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, e investigar o aumento da criminalidade na região. O grupo deve reunir subsídios para a implantação de uma investigação mais ampla sobre a situação na região.
A criação da comissão atende requerimento de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Ficou acertado que a comissão será formada por nove senadores que integram a Comissão de Meio Ambiente, a Comissão de Constituição e Justiça e a Comissão de Direitos Humanos.
O foco principal deve ser a apuração das circunstâncias envolvendo o desaparecimento de Bruno Araújo e Dom Phillips, que eram ameaçados por invasores de terras indígenas ligados ao garimpo ilegal e ao narcotráfico.
“A Amazônia foi entregue a todo tipo de bandidismo político e do crime organizado. Isso porque foram desmantelados todos os mecanismos e instrumentos que existiam de defesa da região. Entregaram (a Amazônia) para o banditismo das madeireiras ilegais, do garimpo e do narcotráfico. E era contra esse banditismo que Bruno e Dom Phillips lutavam”, disse Randolfe
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, apontou para a gravidade da situação, que envolve ataques à população indígena da região.
“É um problema gravíssimo de criminalidade organizada. Bruno Pereira vinha denunciando uma série de irregularidades, de crimes e atentados aos povos indígenas, de um estado paralelo ali implantado. Há uma ofensa ao estado Brasileiro, às instituições”, disse Pacheco.
A comissão externa terá nove membros e prazo de 60 dias para apresentar suas conclusões.
Eduardo Ramos – Da Redação (com informações da Agência Senado)