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Desmatamento em Mato Grosso cresce 50% no acumulado de um ano

O desmatamento na Amazônia Legal em Mato Grosso aumentou 50,4% no período de um ano, deixando o estado na vice-liderança dentre as demais federações que compõem esta região.
De agosto de 2012 a julho de 2013, foram desmatados 1.139 km² no estado, enquanto no intervalo entre agosto de 2011 e julho de 2012 eram 757 km². Os números são do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes), divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) nesta quarta-feira (10).
O Prodes computa como desmatamento as áreas maiores que 6,25 hectares onde ocorreu o chamado corte raso, ou seja, quando há a remoção completa da cobertura vegetal.
Na avaliação das Organizações Não Governamentais, o cenário do estado preocupa. Conforme explica Alice Thuault, coordenadora da Iniciativa de Transparência Florestal, do Instituto Centro de Vida (ICV), apesar de o Prodes não traduzir o que foi desmatado de forma legal ou ilegal, a maior parcela das agressões à floresta em Mato Grosso ocorreu fora da lei.

No último ano, um estudo feito pelo ICV usando os dados do Prodes mostrou que na geografia do desmatamento a maior parcela das ocorrências (49%) foi em imóveis rurais não cadastrados no Sistema Integrado de Monitoramento e Licenciamento Ambiental (Simlam) da Sema. Outros 23% em imóveis cadastrados; em assentamentos da reforma agrária, 25%; e nas Terras Indígenas, 3%.

"Não se está dando conta de controlar as agressões à floresta", pontuou ainda a representante do ICV.
O estudo, ao qual o G1 obteve acesso, mostrou também que 80% da área total do desmatamento em Mato Grosso ocorreram em 26 municípios. Desse universo, 11 minicípios apresentaram área de desmate no território superior a 25 km², somando cerca de 51% da área total desmatada. Colniza, Nova Bandeirantes e Peixoto de Azevedo foram os municípios que mais desmataram no intervalo avaliado.
"A situação para 2014 preocupa porque a Sema não deu sinal que está dando a devida atenção, um claro sinal para os infratores”.

Fonte; G1

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