Sociólogo avalia falhas da polícia na cidade

Nos últimos dias Rondonópolis tem vivenciado situações um tanto atípicas envolvendo alguns policiais militares e cidadãos de bem. Agressões e prisões sem provas constituem esse cenário que contrasta com a prisão de bandidos.
Agressões a servidores públicos no horário de trabalho, violência doméstica, prisão de trabalhadores foram alguns dos fatos que fizeram com que parte da população parasse para rever seus conceitos sobre a Polícia.
O sociólogo e antropólogo, Paulo Augusto Isaac, explicou que do ponto de vista social, alguns erros e possíveis agressões contra os cidadãos é um problema social, onde há um enfraquecimento do poder constituído e quando isso acontece, o poder paralelo é fortalecido. “Diante dessa situação de desmoralização do poder constituído, quando juízes, comandantes da polícia, prefeitos, Câmara Municipal são denunciados publicamente por não cumprirem a lei, o poder parelelo é que ocupa o espaço, como por exemplo, o traficante, ás vezes a imprensa coloca em pautas essas questões, mas elas caem no vazio”, detalhou.
Outro problema apontado pelo sociólogo é a é o enfraquecimento da sociedade civil com relação à fiscalização da sociedade sobre o que vem sendo feito pelo Poder Executivo e Poder Legislativo e também pelo Judiciário. “ Algumas situações nós procuramos os órgãos constituídos e os mesmos não conseguem resolver os problemas, logo a sociedade não tem a quem recorrer e também não cobra nenhuma posição desses órgãos”, pontuou o sociólogo.
Ele lembrou que em Rondonópolis falta um centro de defesa dos direitos humanos. “temos medidas que são tomadas pelo Poder Público que afrontam os direitos humanos e boa parcela da população não tem interesse nisso”.
Da Editoria