POLÍTICA

Federação pró-Lula em MT articula chapa majoritária com Maria Lúcia e Márcia Pinheiro

Os partidos que integram a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PC do B) podem definir na próxima terça-feira (21) a formação de uma chapa majoritária capitaneada por mulheres em Mato Grosso. A ideia é lançar a ex-reitora da UFMT, Maria Lúcia Cavalli Neder (PC do B), ao governo e ter a atual primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro (PV), como candidata ao senado.

Os nomes já têm a aprovação das direções do PV e do PC do B e devem ser discutidos pelo PT neste final de semana.

Os petistas já haviam lançado o professor da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), Domingos Garcia como pré-candidato ao governo, e a ex-vereadora Enelinda Scalla, como pré-candidata ao Senado, mas estariam dispostos a fazer mudanças em nome da unidade e do fortalecimento do palanque para o ex-presidente Lula no Estado. Neste caso, a legenda poderia indicar o candidato a vice e também nomes para compor a suplência na chapa ao Senado.

O secretário geral do PC do B em Mato Grosso, Miranda Muniz, disse que as conversas incluem as direções nacionais dos partidos da Federação e estão adiantadas. “Na terça-feira vamos retomar a discussão, quando teremos a resposta da professora Maria Lúcia e também a definição do PT. A Márcia Pinheiro já adiantou que, havendo entendimento da Federação, está disponível para qualquer posição”.

Miranda Muniz disse que a formação de uma ‘chapa lilás’ pode impulsionar o desempenho da candidatura de Lula no Estado. Ele destaca a importância da presença de Márcia Pinheiro na chapa para fortalecer o grupo na baixada cuiabana e ampliar a base de apoio, incluindo setores do MDB.

“O MDB já abriu exceções para Janaína Riva e deve fazer o mesmo em relação ao prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, que está bem avaliado na capital. Isso pode abrir caminho para a vinda de outras lideranças que não integram a Federação, mas são simpáticos à candidatura de Lula. Isso soma muito do ponto de vista do voto e da força política”, disse Miranda citando setores do PP, do PSD e também os empresários Eraí e Blairo Maggi.

TRABALHO SOCIAL

Na conversa com a reportagem do Regional MT, Miranda Muniz disse que o diálogo aberto pela Federação prioriza os pontos de convergência com os possíveis aliados. Segundo ele, isso atende uma orientação nacional visando ampliar o arco de apoios e assegurar a governabilidade de um eventual novo governo do presidente Lula.

“A dona Márcia, por exemplo, tem divergências com Lula, assim como Alckmin tem. Mas isso não impede a união em defesa da democracia e de políticas sociais visando reduzir a desigualdade no país”, afirmou.

“O que une ela (Márcia) à campanha do Lula é o trabalho social. Ela e o prefeito Emanuel Pinheiro têm uma ação forte nessa área e isso os aproxima muito das políticas públicas que o presidente Lula e a federação defendem. Não há nada de estranho nesta união, ao contrário temos propostas comuns para resolver os problemas do povo, como a fome e o desemprego”, concluiu.

 

 

Eduardo Ramos – Da Redação

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