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Prédio da Uramb provoca transtornos entre entidade e Ministério Público

Não convidem para a mesma mesa a diretoria da União Rondonopolitana das Associações de Moradores de Bairros (Uramb) e o Ministério Público de Mato Grosso. A entidade e o órgão fiscalizador estão em pé de guerra, desde o final do mês passado, quando em assembleia a diretoria da Uramb não aceitou a recomendação do MP para devolver a área onde a entidade está instalada no Jardim Guanabara para o município.
A Uramb resolveu “peitar” o MP por não concordar com a possibilidade de abrir mão do espaço, que está localizado em uma área considerada nobre de Rondonópolis, com toda a infraestrutura, para uma possível mudança.
A “briga” começou quando a 1ª Promotoria de Justiça Cível, por meio da promotora de Justiça Joana Maria Bortoni Ninis deu início ao inquérito Civil Público nº 002186-005/2016, após uma denúncia de uma suposta irregularidade na forma de locação para uma empresa de cursos preparatórios para concursos, em um dos prédios da Uramb e uma casa dentro da mesma área que teria sido também alugada para particulares.
O MP questionou que não há contabilidade formal, é que os pagamentos são feitos, na maioria das vezes, de forma direta em dinheiro.
O Ministério Público, em audiência extrajudicial realizada com a presidente da Uramb e o Procurador Geral do Município de Rondonópolis, ofereceu proposta de que fosse providenciado o desmembramento da parte ociosa do imóvel da Uramb e transferido ao Município de Rondonópolis.
A presidente da União Rondonopolitana das Associações de Moradores de Bairros (Uramb), Nilza Maria Nunes Sirqueira, foi à Câmara de Vereadores retrucar a posição do MP. Ela alega que a única investigação que está sendo feita é sobre o aluguel de uma sala para a escola preparatória para concurso e que a empresa tem cooperado para a melhoria da infraestrutura da Uramb.
Ela ainda argumenta, que a Uramb é uma entidade privada e não recebe recursos do Poder Público e por isso poderia sim gerar receita para o funcionamento da entidade.
Ela ainda alega que as informações solicitadas pela promotora de Justiça já foram enviadas, inclusive com as cópias de recibos.
A ida de Nilza ao Poder Legislativo provocou debates acalorados entre os vereadores Adonias Fernandes (PMDB) e Carlos Guinâncio (PSDB). Adonias, por um lado, defende a Uramb e Guinâncio tem uma postura favorável à proposta do Ministério Público. O fato de Nilza, ter ido à Câmara e ter utilizado o plenário em dia de sessão, irritou o vereador tucano.

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