Sachetti supera os 112 mil votos no estado e lidera renovação da bancada mato-grossense na Câmara Federal

O povo de Mato Grosso escolheu quatro novos representantes para promover a renovação de 50% da bancada mato-grossense na Câmara Federal. Destes novos, o grande ganho partidário foi para o PSB que conseguiu eleger Adílton Sachetti e o jovem Fábio Garcia. Só os dois fizeram juntos mais de 217 mil votos alastrados por todo o Mato Grosso e ficaram entre os três mais votados, ficando Adílton abaixo apenas de Nilson Leitão (PSDB), que ficou no topo de votos com 127.749 eleitores em seu apoio na urna e 8,78% da preferência total. Com seus 112.722, Sachetti deve seguramente liderar a bancada ao lado de Leitão, sobretudo porque representa o agronegócio, principal potência produtiva mato-grossense.
Além de Garcia, Adílton e Leitão, se reelegeram Carlos Bezerra (PMDB), Ságuas Moraes (PT) e Valtenir Pereira (PROS). Já o representante do PSC, Victório Galli, que era suplente conseguiu apoio especialmente do eleitorado evangélico para alcançar uma cadeira titular no congresso. Outros membros da renovação, o deputado estadual Ezequiel Fonseca mudará de parlamentar e agora vai representar o estado em Brasília. Um ponto a se destacar nas eleições para deputado federal foram os 84.208 votos de Mauro César Lara de Barros, o Procurador Mauro (PSOL). Apesar da bela quantidade de votos do procurador, sua legenda acabou não conseguindo a quantidade de votos necessária para eleger um candidato e ele acabou tendo que ver gente com 20 mil votos a menos ganhando a vaga.
A se ressaltar politicamente a força do prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, que mostrou força com a eleição de seu pupilo Fábio Garcia, como o segundo mais votado da capital, atrás apenas do procurador. Leitão mostrou que tem fôlego para pleitear uma das duas cadeiras do senado em 2018 e Carlos Bezerra mais uma vez mostrou que continua sendo Carlos Bezerra, e por mais que se especule sua queda eleitoral a cada nova candidatura, na prática a prova é que o eleitorado peemedebista ainda está unido e em suas mãos estado à fora.