Parceria entre Folha Regional e empresários deixa comércio local verde e amarelo para a Copa

São menos de 25 dias para a bola rolar no estádio do Itaquerão em 12 de junho em São Paulo, e depois de 64 anos o Brasil voltar a ter todos os olhares do mundo durante um mês de jogos no maior torneio de futebol do planeta. A Copa do Mundo, no entanto, não vai se restringir apenas as cidades sedes. O amor pelo esporte vai certamente ‘parar’ toda a nação durante a disputa. Para ajudar a aflorar o sentimento de patriotismo no povo de Rondonópolis, o Folha Regional se juntou a mais 30 empresas para a realização da campanha “A Copa é Nossa” para informar e trazer o cidadão para torcer para o Brasil desde já.
Nos últimos dias, 1.200 camisas verde e amarelas foram distribuídas para trabalhadores das empresas conveniadas e mais 75 mil tabelas com dias e horários de todos os jogos foram distribuídos por toda a cidade. Para ficar ainda mais perto da Copa, o diretor do Regional, Evandro Santos, confirmou que o jornal vai desembarcar em Cuiabá, nas vésperas de quando ocorrerá o primeiro jogo na Arena Pantanal. “No dia 12 de junho, que será o dia do pontapé inicial da Copa, faremos uma publicação mais encorpada, com mais exemplares, sendo que mil deles vão invadir a capital. Queremos com isso dar as boas vindas aos turistas que vierem de fora do Brasil e de outros estados, dando boas informações. Também será um momento de saudar o povo de Mato Grosso, que sofreu e sofre tanto com obras inacabadas referente a copa, mas que agora com certeza vai se unir com o resto dos brasileiros e torcer pela nossa seleção”, falou Evandro.
Evandro ainda explicou que o nome da campanha fomentada pelo jornal se dá porque, independente dos resultados dos jogos, o legado e o momento agora é de ressaltar o povo e o Brasil como um todo. “Ganhe quem ganhar a Copa é Nossa de qualquer jeito. É no nosso país, é na nossa casa, então nada melhor que neste momento valorizarmos o que temos de bom. Os turistas que vierem aqui têm de encontrar um povo feliz, cheio de receptividade e alegria, como é de nosso costume. Nossos problemas políticos vamos ter a chance de resolver em outubro, durante as eleições”, defende o diretor do jornal rondonopolitano.
Um dos empresários que aderiram ao projeto do ‘A Copa é Nossa’ é Altamiro Maia, da MXM Construções. Seu filho, Marcelo Maia, diretor presidente da empresa elogiou o trabalho feito pelo Regional que, segundo ele, não se resume apenas a Copa. “Esta idéia foi muito legal. É bom porque ressaltou o marketing da empresa e trouxe um entrosamento entre nós e a sociedade. O jornal já faz coisa parecida durante o natal, iluminando a cidade, e é importante porque estas coisas movimentam a cidade”, comentou.
Jogos em Cuiabá
A capital do estado de Mato Grosso será palco de quatro jogos, todos eles durante a primeira fase do torneio. A primeira partida ocorrerá já no segundo dia de competição, no dia 13 de junho. O bom time do Chile vai enfrentar a Austrália às 18 horas locais. No mesmo horário, no dia 17, será a vez dos russos enfrentarem a Coréia do Sul. Nigéria e Bósnia-Herzegovina se enfrentam em um sábado (21), também as 18 horas do horário de Mato Grosso. O último dos confrontos talvez seja o mais esperado e o que mais promete. O rápido time japonês com os astros Kagawa e Honda vai medir forças com a Colômbia, que deve ter no comando de ataque o ótimo centroavante cabeludo Falcão Garcia. Esta partida está marcada para às 16 horas mato-grossenses do dia 24 de junho, já no encerramento da primeira etapa da copa.
Quando chegam os times?
As seleções já definiram por onde e quando vão aterrissar em solo brasileiro.A primeira a chegar no país-sede da Copa é a Austrália. O desembarque da seleção australiana está previsto para acontecer no dia 28 de maio, em Vitória, no Espírito Santo.
O último dia de desembarque será o dia 11 de junho, véspera da abertura da Copa do Mundo. Dentre as principais favoritas, a Espanha chega dia 8 de junho em Curitiba, cidade que escolheu para ficar concentrada. A data será só cinco dias antes de sua estréia, que será em Salvador contra a perigosa Holanda. A Argentina, outra favorita, desembarque um dia depois dos espanhóis. O avião trazendo Messi e Cia está previsto para chegar em Belo Horizonte as 19 horas do dia 9 de junho. O time sulamericano escolheu o interior de Minas como sede.
A França também chega no dia 9 de junho. Ribery e seu time preferiram desembarcar em São Paulo e de lá seguirem para Ribeirão Preto, onde ficarão alojados até terminar sua participação no torneio. A Holanda é um dos times de maior destaque que chegará primeiro. A seleção laranja chega no dia 6 de junho no Rio de Janeiro, lugar onde vai permanecer ‘morando’ durante um mês. A Inglaterra também escolheu a cidade maravilhosa para pousar e ficar. O time da rainha chega no dia 8. A Itália deve chegar praticamente junto ao time holandês no mesmo aeroporto do Rio de Janeiro, também no dia 6 de junho, assim como os holandeses. Mas diferentemente dos rivais, os italianos vão direto para Mangaratiba, no interior do Rio, onde definiram ficar concentrados.
Portugal chega dia 11 de junho em Campinas. Cidade onde Cristiano Ronaldo e os outros gajos vão ficar esperando os seus jogos. Mais exigente de todas as seleções, os alemães chegam em voo especial às 4 da madrugada em Salvador e de lá seguem direto para um centro de treinamento na cidade de Santa Cruz de Cabrália, no interior baiano, que mais parece um spa luxuoso e de forte esquema de segurança. A própria federação alemã construiu o local especialmente para a copa. A competição finaliza no dia 13 de julho, no Maracanã.
Especialistas locais analisam
O Folha também foi ouvir o que esperam os especialistas locais da bola sobre o desempenho das seleções. Homem de rádio, o repórter Paulo Jorge Mangueira, da Rádio Clube, que já transmitiu muito jogos nacionais como comentarista, até fora do estado, acredita muito no potencial da seleção brasileira, sobretudo pelo resultado conquistado no ano passado. “Antes da Copa das Confederações no ano passado havia um clima de muita desconfiança e isto estava prejudicando o time. O desempenho de 2013 resgatou isto que estava perdido. O torcedor hoje confia no time e vê um padrão tático definido, coisa que também estava em falta”, ressalta. Como quase todos os brasileiros, Paulo põe a maior parte de suas fichas em Neymar e no peso da camisa amarelinha. “O Neymar é o diferente, aquele que reúne mais condições para em uma jogada definir uma partida importante. Mas acho que nossa grande confiança fico no fato de que de frente a seleção brasileira muitos times se apavoram. Nossa camisa tem muito peso”, defendeu.
Atual assessor de comunicação do Município, o jornalista Lucas Perrone foi por muito tempo repórter esportivo. Ele vê o fator torcida como uma faca de dois gumes e ainda alerta para o perigo de times bons e ainda pouco valorizados pela mídia. “O Brasil é favorito, sem dúvida. Jogando em casa, bem entrosado é um time muito difícil de ser batido no comando do Felipão. Mas, ao mesmo tempo, se demorar para mostrar resultado a torcida pode virar mais um problema, já que se a cobrança vir ela vem forte. Como possíveis surpresas, elencaria a Bélgica. É um time não tão badalado, mas que tem um bom futebol, jovens valores e na minha opinião tem tudo para surpreender este ano”, prevê.
Hevandro Soares