Dom Juventino fsla à Folha Regional

O Bispo da Diocese de Rondonópolis, Dom Juventino Kestering chegou À NOSSA CIDADE dia 22 de março de 1998 logo após receber o convite do Papa João Paulo II para ser Bispo. Dom Juventino tem dedicado toda a sua vida aos serviços religiosos da Igreja Católica e encontra nesse trabalho, o de servir, a alegria de viver.
FR -Conte-nos um pouco de sua história religiosa, sempre almejou ser Bispo?
D.J -Nunca imaginei que um dia pudesse ser convidado a ser Bispo, a minha história é muito simples, nasci de uma família de pequenos agricultores na região de Santa Catarina, fiz meus estudos primários em uma escola muito simples. Depois eu ingressei num curso chamado preparatório e ingressei no Seminário de Nossa Senhora de Fátima no dia 12 de fevereiro de 1959, onde fiz o então chamado ginásio e depois o científico em 1967. Terminei os estudos em Tubarão (SC) e fui a Curitiba (PR), fiz Filosofia na Universidade Federal do Paraná e Teologia no Instituto Teológico de Curitiba, terminei a Filsofia em 1972 e a teologia em 1973.
Dia 14 de Julho de 1973 fui ordenado padre pela imposição das mãos do Bispo Dom Anselmo e fui trabalhar na Paróquia de Tubarão onde fiquei 14 anos. Já como seminarista, sempre tive vocação para trabalhar com catequese, foi quando a presidencia da CNBB me convidou para ser transferido para Brasilia e assumir o departamento de catequese no Brasil.
Em 19 de novembro de 1997 recebi a carta do Papa onde ele me convidava para ser Bispo, eu relutei muito para responder sim, mas respondi e vim para Rondonópolis, onde estou até hoje com muita alegria e muito entusiamo.
F.R -O que é Fé?
D.J -Fé é uma certeza que tenho de que acredito em Deus, que me ouve, me escuta, me ama e que tem um olhar para mim e dá uma finalidade para minha vida. Fé não é crer em coisas ou em verdades, fé, é crer em Jesus Cristo.
F.R -Qual a posição da Igreja Católica sobre os problemas ambientais?
D.J -A Igreja Católica no Brasil tem tido uma preocupação muito grande com as questões ecológicas, há 20 anos lançamos uma campanha da fraternidade incentivando a preservação do meio ambiente, foi um sinal profético e logo em seguida, a sociedade passou a entender que é preciso cuidar.
E hoje a Igreja tem uma preocupação muito grande com a ecologia e a Igreja tem uma posição muito clara sobre a preservação do planeta.
F.R -Quais os projetos da Igreja Católica para esse semestre?
DJ -A Diocese de Rondonópolis abrange nove municípios que vão desde a Chapada dos Guimarães, até Itiquira. Temos uma meta que estabelecemos por três anos e nesses três anos a nossa meta é a formação de grupos de família, a formação de leigos cristãos e atendimentos às necessidades das pessoas para que as pessoas tenham um encontro com Jesus Cristo ,vivam em comunidade e sejam cidadãos honestos da sociedade.
Nesse segundo semestre no mês de setembro temos a valorização da palavra de Deus a Bíblia, em outubro, vamos valorizar as missões, as visitas às casas e o evangelho às familias, novembro e dezembro teremos as novenas para celebrar o natal cristão entre as famílias.
F.R -Que mensagem de fé e esperança o senhor deixa para nossos leitores?
D.J -Penso que no mundo atual com tantas coisas bonitas e tantas descobertas , creio que não pode faltar o significado da sua vida diante de Deus porque as coisas não preenchem a vida, as coisas são necessárias, mas quem preenche a vida é Deus. Neste mundo com tantas coisas bonitas, mas também no meio de tantos desafios, problemas, dificuldades e segurança em nossas vidas, em primeiro lugar devemos colocar Deus em nossas vidas, segundo lugar olhar o nosso irmão como alguém que necessita de apoio, de ajuda e de presença, assim construímos uma família e uma sociedade melhor e também construiremos um significado para nossa vida.
Redação (agoramt)