Deputado sugere plebiscito para escolha de modal em Cuiabá e VG: VLT ou BRT?

Noventa dias. Esse é o prazo que o Tribunal Regional Eleitoral – TRE – terá para realizar o primeiro plebiscito da historia de Mato Grosso, caso a Assembleia Legislativa aprove a proposta de decreto legislativo apresentada nesta terça-feira (3), pelo deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR), que sugeriu a consulta pública para escolha do modal que deve circular em Cuiabá e Várzea Grande. O Veículo Leve Sobre Trilhos – VLT, já em construção, ou o Bus Rapid Transit – BRT ?
“Vamos chamar os mais interessados, a população. Não vamos empurrar esse projeto goela abaixo no povo, e que esta decisão não fique somente no ombro do governo”, disse o autor da proposta. O parlamentar lembra que agora, seria um bom momento para uma consulta pública, devido a dúvida do Governo se continua o projeto bilionário VLT, em construção, ou muda para o BRT. “Se não houvesse toda essa dúvida do governador Taques e secretários, eu não iria apresentar esta proposta, por que eu sou favorável ao VLT, mas a obra é esta que estamos vendo. É melhor deixar o povo decidir, e será um momento histórico, será a primeira vez que o cidadão mato-grossense irá realizar uma escolha por meio de plebiscito” discursou na tribuna. Já o presidente da Casa, Guilherme Maluf (PSDB), que já anunciou ser favorável a conclusão do VLT, disse que a proposta tem que ser debatida com mais profundidade no assunto. Desfavorável a ideia, Pedro Satélite (PSD) lembra que realizar a votação só irá causar prejuízos aos cofres públicos, devido aos gastos que o Tribunal Eleitoral poderá ter, caso a proposta seja aprovada. “Agora querem pedir opinião pública ? Isso deveria ter sido realizado no inicio, não agora, que compramos vagões ao custo de R$ 500 milhões e que estão ai pra serem implantados”, criticou o deputado. O custo do plebiscito pode chegar á quase R$ 5 milhões. O TRE estimou na última eleição que cada eleitor custou R$ 7,91. – Cuiabá e VG juntas possuem quase 600 mil eleitores. Fora ainda, despesas com pessoal e despesas com custeios como transporte de urnas, alimentação aos mesários e colaboradores convocados, locação de veículos, fretamento aéreo, material gráfico e de expediente, diárias, contratação de técnicos de urnas e de satélites, dentre outros.