ECONOMIA

Rondonópolis: Novas empresas em 2008

Os empresários e empreendedores têm sentido mais confiança em investir em Rondonópolis. É o que indica os números referentes à abertura de novas empresas em 2008, obtidos através da Secretaria da Receita Municipal. O número de empresas abertas na cidade saltou de 269 entre janeiro e junho de 2007 para 432 no primeiro semestre de 2008. A variação equivale a um aumento de 60,6% no período
Não bastassem os números, o diretor de produtos e serviços da Câmara de Dirigentes Lojistas de Rondonópolis (CDL), Maurício Pugas, observa que o aumento no número de empresas abertas no município este ano é visível. “A gente acredita que, nos próximos três/cinco anos, Rondonópolis vai se consolidar como pólo industrial e econômico; vamos ter uma cidade com outra cara”, aposta Maurício, diante do cenário existente.
Frente ao crescimento expressivo no percentual de empresas abertas no período, Maurício Pugas, que é administrador de empresas e mestre em gestão econômica do meio ambiente, analisa que Rondonópolis vem despontando como um importante pólo de atração na região sul e sudeste do Estado. Nesse sentido, destaca que, nos últimos dois/três anos, muitas grandes empresas têm se instalado na cidade, a exemplo da Nortox e da Crystal. Esse processo, segundo ele, estimula que investidores menores acreditem no potencial da cidade, já que existem empresas sérias e de grande porte chegando ao município.
Além disso, o diretor da CDL aponta que também influenciou neste aumento do número de novas empresas a gradativa recuperação do agronegócio estadual diante das perdas verificadas na crise de 2006. Também reforça o fato de Rondonópolis exercer uma grande atração sobre municípios vizinhos, os quais fazem compras e gastam seus lucros na cidade maior.
Com a fábrica de fiação e tecelagem da Santana Têxtil na cidade e estando em uma grande região produtora de algodão, Maurício analisa que um dos nichos a ser melhor explorado pelos novos empreendedores locais está no ramo de fabricação de confecções. Isso porque, diante do potencial existente, o número de empresas existente nesse segmento ainda não é tão grande e tem como crescer. Grande parte dos produtos do segmento na cidade, por exemplo, vem de Goiânia (GO).
A vida média de uma nova empresa no Brasil é de três a cinco anos. Maurício Pugas ressalta a importância de se investir em pesquisa de mercado, definição correta do ramo de atuação, preocupação da pessoa como empreendedora e ainda com os cuidados para não misturar a gestão familiar com a gestão empresarial.
Cidade é apontada como bom lugar para se empreender
O município de Rondonópolis aparece na edição de agosto da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, na matéria de capa: “As 25 melhores cidades para você empreender”, com ranking e consultoria de Tadeu Masano. A reportagem foi produzida a partir de um estudo exclusivo feito pela consultoria paulista Geografia de Mercado para a revista, que deu origem à lista de 25 cidades boas para se empreender.
Rondonópolis aparece com destaque na faixa populacional entre 100.000 e 200.000 habitantes, ao lado de Rio Verde (GO), Macaé (RJ), Marabá (PA), Palmas (TO), Parauapebas (PA) e São José (SC). Foram avaliados dados como crescimento do número de empregos e de negócios abertos, o número de automóveis, a massa salarial, os depósitos bancários, o Produto Interno Bruto, o Índice de Desenvolvimento Humano e o Índice de Potencial de Consumo, da última década e, principalmente, do ano passado (2007).
A Tribuna

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