Programa ‘Patrulha de Assistência à Vítima’ é lançado em Rondonópolis

Após sete anos, a Policia Militar e a Policia Judiciaria Civil reativaram nesta quinta-feira (11.05), a “Patrulha de Assistência à Vítima” no município de Rondonópolis. Formada por policiais civis, militares, psicólogos e assistentes sociais, o projeto vai amparar pessoas vulneráveis que foram vítimas de ocorrências criminais.
A equipe multidisciplinar realizará atendimentos pós-ocorrência que envolveram vítimas como mulheres, crianças, idosos, pessoas com necessidades especiais, lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e outros.
“A atenção e o trabalho junto aos segmentos vulneráveis da nossa sociedade é indispensável para que se diminuam os prejuízos psicológicos e físicos do indivíduo, além de auxiliar na prevenção e resposta aos crimes”, disse o comandante do 4º Comando Regional da Polícia Militar de Rondonópolis, tenente-coronel PM Wilker Soares Sodré.
A partir dos atendimentos, os profissionais poderão observar de maneira mais clara, as circunstâncias dos casos e traçar medidas que poderão ser adotadas para promover a saúde e dignidade da vítima.
“Nosso objetivo é identificar a motivação dos crimes e realizar ações de polícia, se for o caso, e sociais, fazendo o encaminhamento para as secretarias municipais para que adotem medidas para não ocorrer uma reincidência criminal”, detalhou o comandante.
O delegado regional da Polícia Judiciária Civil, Claudinei Souza Lopes, falou da importância do restabelecimento de mais uma ferramenta a favor da comunidade. “A patrulha é mais um trabalho integrado que se inicia em prol da sociedade. Resgataremos essas vidas”, declarou.
A solenidade de lançamento foi realizada no Comando Regional da Polícia Militar de Rondonópolis (CR 4) e contou com a presença do secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp, coronel PM Marcos Vieira da Cunha, o secretário executivo, Luiz Gustavo Tarraf Caran, o subchefe de Estado Maior da Policia Militar, coronel PM Heverton Mourett e demais profissionais de Segurança Pública, autoridades e a sociedade local.
“O grande diferencial da ação é que as pessoas não precisarão ir perante o Estado, somos nós que iremos na casa dessas pessoas que precisam do sistema policial e de outros instrumentos para dar assistência a elas. Muitos problemas não dizem respeito exclusivo às questões policiais, são também questões sociais. A cooperação ultrapassa o sistema policial e exige a participação de outros atores’, disse o coronel Heverton Mourett.
O secretário adjunto de Integração Operacional, coronel PM Marcos Vieira da Cunha, avaliou que o projeto servirá de modelo para todo o Estado de Mato Grosso.
“Nosso objetivo é trazer a sensação de segurança à toda sociedade e estamos trabalhando em todas as vertentes para que isso ocorra, tanto na parte preventiva como na repressiva, e com isso, estamos conseguindo resultados positivos em Mato Grosso, com a redução de homicídios, roubos e furtos”, disse Cunha.