Medeiros garante que governo Temer honrará compromissos com servidores e programas sociais

Brasília – Em pronunciamento ocorrido nesta terça-feira (16.08), o senador José Medeiros (PSD-MT) garantiu que o governo do presidente interino Michel Temer não acabará com os programas sociais, nem vai haver uma demonização dos servidores públicos e tampouco haverá o fim das conquistas trabalhistas. “Ouvi do próprio presidente que os acordos serão cumpridos. Exemplo disso é que ele honrou os compromissos com o servidores e, recentemente, houve aumento do Bolsa Família”, destacou.
Para José Medeiros, o Brasil precisa de “um freio de arrumação” de forma a romper com o que chamou de “amarras” que prejudicam o emprego e a competitividade do Brasil com as demais nações. “O mundo evolui. Nós precisamos evoluir, por exemplo, para um modelo de prestação de serviço em nível mundial. Para isso, nós precisamos produzir conhecimento, mas precisamos também sair das amarras. Precarizar direitos trabalhistas, não. Na verdade, evoluir a nossa legislação para que esses serviços possam ser prestados de forma competitiva no mercado internacional e ao mesmo tempo com garantias aos trabalhadores”, analisou.
Ao criticar o governo da presidente afastada Dilma Rousseff, José Medeiros disse que houve no país uma crise de perda de oportunidades. “O Brasil está no momento de crise econômica gravíssima e alguns dizem: ‘Não, essa crise foi herdada, desde a crise de 2008, pela crise internacional, pela bolha imobiliária norte-americana’. Na verdade, não, essa crise foi daqui. Foi uma crise de perda de oportunidades, que a presidente não conseguiu pegar os anos dourados, pegar o lastro que recebeu e transformar para que o país pudesse seguir crescendo”, enfatizou.
Carta – Durante sua fala, o senador criticou a carta que a presidente afastada enviou aos senadores. “Eu lamento que esta carta tenha chegado à imprensa. Parece que ela foi uma carta não para ser lida pelos senadores, mas para ser divulgada, para fazer aquele discurso do golpe. Aliás, rechaço esse discurso, porque é uma peça de marketing, uma peça marqueteira. Mas, lógico, embaralha-se tudo, confunde-se tudo, para quê? Justamente para confundir, para que as pessoas passem a ter pena da presidente. Mas eu digo: a pose de coitadismo não fará a presidente entrar para a história como inocente”, criticou José Medeiros.