PIB: Por que a economia surpreendeu no 1º tri, mesmo com piora da pandemia

A economia brasileira registrou um crescimento de 1,2% no primeiro trimestre de 2021, em relação ao trimestre anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (1º/06). Em relação ao primeiro trimestre de 2020, o avanço foi de 1%.
O resultado positivo confirma uma sequência de indicadores econômicos melhores do que o esperado na produção industrial, comércio e prestação de serviços no país, entre janeiro e março deste ano.
O bom desempenho da atividade surpreendeu boa parte dos economistas neste início de 2021, marcado por uma piora da pandemia entre março e abril, que levou ao endurecimento das medidas de distanciamento social em diversos Estados e municípios.
Diante da chegada da segunda onda da covid-19 e de um começo de ano sem o auxílio emergencial – que só viria a ser renovado pelo governo a partir de abril, com valores reduzidos em relação àqueles pagos em 2020 – alguns analistas chegaram a prever queda do PIB (Produto Interno Bruto) nos primeiros três meses do ano, em relação ao quarto trimestre.
Essas perspectivas pessimistas não se confirmaram e o PIB registrou sua terceira alta trimestral seguida, após avanços de 7,8% no terceiro trimestre e de 3,2% entre outubro e dezembro de 2020, sempre em relação ao trimestre imediatamente anterior.
O que possibilitou esse bom desempenho da economia em meio ao recrudescimento da crise sanitária? E por que mesmo com esse resultado favorável o desemprego atingiu o nível recorde de 14,7% no primeiro trimestre, com 14,8 milhões de desocupados?
Conversamos com Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro da FGV (Fundação Getulio Vargas); Rodolfo Margato, economista da XP investimentos; e Luka Barbosa, economista do Itaú Unibanco, que responderam essas perguntas e ainda contaram o que podemos esperar para a economia no restante do ano.
Fonte: BBC