ECONOMIA

Mantega fale em redução da taxa de juros

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse em Seul, na Coreia do Sul, nesta quarta-feira, que a partir do próximo ano será possível baixar os juros. Mantega não mencionou qual vai ser a redução. O ministro afirmou que a queda dos juros será motivada pelo controle da inflação, pelo recuo nos gastos públicos e nos subsídios via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES).

– A presidente eleita (Dilma Rousseff) quer trabalhar com juros menores – afirmou Mantega, que chegou hoje à capital sul-coreana acompanhado de Dilma.

Eles vão participar das reuniões da Cúpula do G20 (que engloba as 20 maiores economias do mundo).

– A presidenta vem acompanhando todas essas questões – afirmou.

Mantega ressaltou que para garantir que os juros baixem é necessário assegurar uma série de ações, como o recuo dos gastos públicos e dos subsídios via BNDES. No caso dessa instituição, o ministro disse que é preciso que a iniciativa privada também entre em ação. Ele não detalhou como isso deve ocorrer. O ministro lembrou que a inflação vem aumentando por causa da alta das commodities e dos alimentos, especialmente os grãos como trigo e arroz. O ministro disse que a alta da inflação é motivada por uma “conjuntura internacional” e não questões locais.

– O governo não descuida da inflação nem o próximo governo descuidará – disse ele.

Mantega acrescentou que, no G20, as discussões estarão dominadas pela guerra cambial e a decisão do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de comprar US$ 600 bilhões em títulos do Tesouro na tentativa de conter a desvalorização da moeda norte-americana. Para o ministro, a iniciativa pode agravar a crise econômica mundial. Segundo ele, é fundamental que os países se unam em torno de medidas comuns que evitem o acirramento da situação global.

Panamericano

Ainda em Seul, Mantega recebeu a declaração do Banco Central, de que está “totalmente tranquilo” em relação à saúde do Banco Panamericano em particular e ao sistema financeiro como um todo e entende que a solução dada ao desequilíbrio da instituição controlada pelo Grupo Sílvio Santos foi a “ideal”.

– A solução foi a sonhada por qualquer supervisor no mundo inteiro. O controlador, atendendo a chamada do Banco Central, se responsabilizou pelo problema, aportou recursos, recursos privados, em transação toda privada. Preservou-se os interesses dos depositantes, preservou-se a saúde e a rigidez do sistema financeiro como um todo e também os próprios interesses dos demais acionistas não-controladores, que têm inclusive entre eles a Caixa Econômica, que é uma instituição pública – afirmou uma fonte à agência inglesa de notícias Reuters, sob a condição de anonimato.

O Panamericano anunciou na terça-feira que seu controlador vai aportar 2,5 bilhões de reais na instituição, em operação destinada a restabelecer o equilíbrio patrimonial e a liquidez do banco.

Fonte:Correio Brasil

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