POLÍTICA

Grupos começam a se organizar para disputa do comando da Câmara de Vereadores

A disputa pela presidência da Câmara de Vereadores de Rondonópolis deve ser marcada pelo acirramento, pois nos bastidores os grupos se movimentam para ter o comando da Casa de Leis. O poder do presidente da Câmara é uma cidade dos padrões de Rondonópolis é muito grande e o cargo é estratégico para qualquer grupo, até mesmo para os vencedores das eleições para o comando do executivo.
Um dos grupos que está trabalhando é ligado a atual base do prefeito Percival Muniz (PPS) e conta com pelo menos dois nomes na articulação, o do vereador mais votado no último pleito, Thiago Silva (PMDB), que vai para o seu 2º mandato e o ex-secretário de Saúde, Fábio Cardozo (PPS). Os dois vereadores tem contra si, o fato de não agregar parlamentares de outros grupos.
No entanto, o vereador Roni Magnani (PP) atual primeiro-secretário da Câmara de Vereadores, está sendo cotado pelo mesmo grupo para disputar o comando da mesa diretora do parlamento municipal. A vantagem de Roni, no momento, é que ele pode agregar vereadores eleitos de outros grupos.
Pois nas eleições de outubro, apesar de estar na chapa do candidato Rogério Salles (PSDB) ao cargo de prefeito, o vereador que foi o 2º mais votado no pleito fez uma campanha independente. Por outro lado, pesa contra Magnani o fato de ser um dos vereadores mais jovens da Câmara e a idade é um dos critérios de desempate neste tipo de eleição.
Pelo grupo do prefeito eleito, um dos nomes que está trabalhando é o de Juary Miranda de Moraes, eleito pelo Solidariedade e tem a seu favor o fato de já ter presidido o Legislativo no passado. Juary foi presidente da Câmara entre os anos de 1999 a 2000, logo em seguida foi candidato a vice-prefeito na chapa do atual senador Wellington Fagundes. Naquela disputa, Fagundes foi derrotado por Percival Muniz e Juary acabou ficando sem mandato e afastado da política local.
Juary, por outro lado, tentou voltar à cena em 2012, tentando conquistar uma cadeira na Câmara pelo PMDB, mas não conquistou os votos necessários para garantir a eleição.
Fora da sigla peemedebista, ele se filou ao Solidariedade e agora está de volta à Câmara de Vereadores.
O PSDB também estuda entrar na disputa pelo comando do Legislativo e para isso aposta no nome de Jailton Dantas, o Jailton do Pesque Pague. Para conquistar o comando da Câmara, a sigla reconhece a necessidade de se aliar a um dos grupos e não descarta se unir aos vereadores eleitos pelo grupo de Zé do Pátio.
A favor de Jailton pesa o fato de ser o vereador mais velho e com isso em caso de empate em número de votos, o parlamentar fica com a cadeira de presidente.
No entanto esse mistério para saber quem vai suceder o atual presidente Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô, somente será definido no dia primeiro de outubro, quando os eleitos serão empossados.
A eleição da mesa diretora é feita no dia da posse e a principio é comandada e conduzida pelo vereador com o maior número de votos, neste caso o vereador Thiago Silva.

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