ECONOMIA

ATC e Sindipetroleo/MT dizem que política da Petrobras e guerra explicam alta de preços

Política de preços da Petrobras e guerra na Ucrânia explicam alta dos combustíveis

Os principais representantes dos setores de combustível e transportes em Mato Grosso concordam que a escalada nos preços que atormenta os brasileiros é causada por fatores internos e externos. Ouvidos pela reportagem do Regional MT, os diretores executivos do Sindipetroelo/MT, Nelson Soares Júnior, e da Associação das Transportadoras de Cargas, Miguel Mendes, traçaram um cenário que não prevê melhorar no curto e médio prazos.

“O combustível representa entre 50% a 70% do custo do frete. Hoje trabalhamos no limite e é comum termos transportadores trabalhando com prejuízo porque, dependendo do momento e da necessidade, não é possível repassar todos os custos”, diz Miguel Mendes.

No caso do transporte o principal vilão é a política de preços da Petrobrás, que atrela o valor dos combustíveis ao mercado internacional. Os transportadores não acreditam que haverá mudanças nessa área, mas avaliam que o cenário externo poderá trazer algum alívio.

“Internamente qualquer mudança na regra do jogo dependeria de uma decisão do presidente e do Congresso Nacional, o que é muito difícil em um ano eleitoral. Porém temos a esperança de que a queda do dólar e do petróleo lá fora possa reverter o quadro aqui”, explicou o diretor da ATC.

Já o representante do Sindipetróleo considera que o problema maior foi a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. “Está subindo no mundo inteiro. A guerra diminuiu a oferta do produto e o preço subiu, no Brasil a alta é até menor que a média mundial. A política de preços da Petrobrás continua a mesma”, afirma.

Nelson Soares Júnior disse que o setor já fez uma proposta que, na sua opinião, poderia amenizar a situação e evitar as altas constantes dos combustíveis.

“Precisamos fazer um fundo de estabilização, que daria mais longevidade aos preços e também a redução da carga tributária. Essas medidas aliviariam, mas não vão impedir os reflexos de eventuais aumentos no preço do petróleo no mundo”, ressalta.

 

Eduardo Ramos – Da Redação

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