Adilton Sachetti afirma ser totalmente contra a CPMF

Deputados e senadores da bancada mato-grossense se manifestaram contra o pacote de medidas tributárias anunciadas pelo governo federal para reequilibrar as contas do país e, entre elas, o retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
Os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e de Planejamento, Nelson Barbosa, anunciaram que o governo vai propor o retorno da CPMF com alíquota de 0,2%. A alíquota do tributo, extinto em 2007, é inferior aos 0,38% que vigoravam antes.
O deputado federal Adilton Sachetti (PSB/MT), afirmou durante entrevista ao site GazetaMT, ser totalmente contra o aumento dos impostos e expressou sua opinião. "A presidente Dilma não terá meu voto referente a CPMF. Sou radicalmente contra. Antes de repassar mais um imposto ao contribuinte, o governo federal precisa reduzir drasticamente os gastos no executivo, legislativo e judiciário. Quem não está dando bom exemplo de economia não pode cobrar nada. A saída para a crise tem que ser com o povo e para o povo, não contra ele", afirmou Sachetti.
A presidente Dilma Roussef precisa do apoio do Congresso para aprovar grande parte das medidas do pacote econômico, esperança do governo para reequilibrar as contas públicas. Para conseguir aprovar uma mudança na Constituição, são necessários, no mínimo, 308 votos favoráveis, do total de 513 deputados. No senado a governante precisaria de 49 votos dos 81 senadores para a recriação do imposto.