POLÍTICA

Eleições 2014 podem tornar Rondonópolis a casa de três senadores da república

O pleito que levará 2.188.201 eleitores mato-grossenses para as urnas em 5 de outubro de 2014 pode se tornar mais do que inesquecível para as pretensões rondonopolitanas. A cidade pode ganhar uma representação política que nunca teve no Congresso, tendo ao mesmo tempo três senadores da república com raízes e reduto político estabelecidos em si. A situação tem gerado desconforto em outros grandes colégios da capital e até de outras regiões do estado, como o rico nortão. Com a desistência de Jaime Campos, de Várzea Grande, para a disputa do senado a base de apoio de Pedro Taques (PDT) indicou o nome do vice-prefeito de Rondonópolis e ex-governador do estado Rogério Salles (PSDB), que a partir de agora passa a ser um dos dois favoritos a única vaga disponível para o cargo neste ano. Seu principal rival, da base do petista Lúdio Cabral (PT) é outro rondonopolitano de carteirinha, o republicano Wellington Fagundes (PR). Como se não bastasse tanta força e a já presença do megaempresário da soja Blairo Maggi (PR) no Senado, o Município mais rico da região sul ainda poderá ver o inspetor da Polícia Rodoviária Federal e 1° suplente, José Medeiros (PPS), ocupando a terceira vaga após uma possível vitória de Taques, o titular da cadeira.
O cidadão, no entanto, que torcer pelo total abocanhamento rondonopolitano terá que torcer para que Gilberto Lopes Filho (PSOL), Amorezio Dias Vidrago (PHS) e Rui Prado (PSD), outros candidatos ao senado, não surpreendam e subam drasticamente nas intenções de voto de maneira a frustrar os planos locais. Os principais analistas políticos imaginam uma eleição parelha e extremamente disputada com Salles e Fagundes disputando cabeça a cabeça a preferência. Enquanto o tucano tem boa penetração no meio rural e tem seguidores fieis em Rondonópolis, pesa a favor do republicano o fato de estar há muito tempo percorrendo constantemente o estado, sendo o principal articulador, inclusive, de muitos recursos que vêm principalmente para o setor de infraestrutura mato-grossense. Alguns analisam também que seja mais provável a simpatia pela imagem de Taques gerar mais frutos eleitorais a Salles, que tem personalidade, em partes, semelhante. Já Lúdio não conseguiria trazer seus atributos tão perto de Wellington, de maneira a que possa chamar votos para o aliado.
Para tentar não perder este colagem com o setor rural, Fagundes agiu rápido e buscou os apoios do ex-governador e senador Blairo Maggi, que é de seu partido, da sua esposa Terezinha Maggi e do ministro Neri Gller, da Agricultura. Em fala ao site ‘Olhar Direito’ da capital, Fagundes desconversou e declarou que não faz questão de ser conhecido também como o candidato do agronegócio."Eu sou defensor da bandeira municipalista. Sou veterinário e atuo em todas as áreas", defendeu. Wellington.
Enquanto Wellington costura para não deixar de ter os produtores rurais do seu lado, Rogério discursou no lançamento oficial de sua candidatura em Cuiabá, trazendo também a si a mesma bandeira defendida por Taques e que também sempre foi a sua, embora com um pouco menos de agressividade nas palavras.
“Vamos fazer uma eleição limpa, que marcará a história deste Estado. O que ganha eleição não é tamanho de estrutura, mas sim as ideias, as propostas, é o trabalho que a militância faz.”, argumentou Rogério Salles.
Se Wellington e Salles afinam seus discursos, Medeiros fará tudo que puder e mais um pouco para que Taques não tenha de voltar a Brasília e não deve fazer isto sozinho. A militância do PPS em todo o estado também deve abraçar em peso a causa de Taques, até porque terá a chance de fazer o promissor político mato-grossense ter a única cadeira da sigla no senado e automaticamente virar uma liderança socialista nacional.

Hevandro Soares

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo