Prefeitura se une ao Conselho Consultivo para novas ações contra a covid-19

Com aumento expressivo dos números da covid-19, principalmente com a superlotação dos leitos de UTI no município, a Prefeitura chamou o Conselho Consultivo de Apoio a Cidade, formado por entidades de classe, hospitais, movimento comunitário e representantes das igrejas para apresentar os números crescentes e juntos pensarem ações de combate a proliferação do novo coronavírus.
De acordo com os números apresentados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), desde o dia 24 de fevereiro a rede está operando em ocupação máxima dos leitos de UTI exclusivos para pacientes com a covid-19 e a taxa de ocupação tem aumentado muito rápido.
Para atender essa demanda crescente, a Prefeitura já deu início no processo de compra de 10 leitos de UTI que está em processo licitatório. Enquanto não se conclua o certame, a SMS vai fazer a locação temporária dos equipamentos para colocar em funcionamento mais 10 leitos no chamado hospital de retaguarda.
A população de Rondonópolis vem sendo assistida nesse momento com 15 leitos para tratamento semi-intensivo instalados na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), porém a ocupação desses vem crescendo nos últimos dias, mesmo com a implantação de mais 5 vagas na semana passada.
Cientes da situação crítica vivida no município, os representantes do município conclamaram os integrantes do Conselho Consultivo de Apoio a Cidade para que auxiliem na divulgação do cenário atual da saúde em Rondonópolis no sentido de conscientizar o público participante de cada grupo do Conselho quanto aos cuidados individuais de proteção contra o vírus.
Os integrantes tiveram fala aberta durante a reunião e expuseram suas preocupações em relação ao momento de colapso na saúde. Algumas sugestões foram feitas para a secretária de Governo, Mara Gleibe, que presidiu a reunião, que serão levadas para discussão no Comitê de Crise.
Afrouxamento no horário de funcionamento de supermercados, criação de um grupo para orientar os líderes religiosos quanto ao cumprimento do decreto e também uma fiscalização mais rigorosa, principalmente na rede atacadista e conveniências foram alguns dos pontos levantados pelos participantes. Os representantes da Associação Comercial e Industrial e Empresarial (Acir) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) se colocaram a disposição para contribuir de alguma forma mais efetiva, como na rede Sentinela de postos de saúde.
Fonte: Rafael Vicentini