ECONOMIA

Sem expectativas empresário entra em greve de fome

Aos dez dias do mês de março de dois mil e vinte e um, eu Maurício Espindola tomei um difícil decisão, vou entrar em greve de fome. Como todo brasileiro mais uma vez, estamos lutando para nos adaptarmos a um cenário cruel e devastador. Agora lutamos para sobreviver a dezenas de decretos, e ao que parece, sem nenhuma medida eficaz de combate ao Covid 19.
No meu estabelecimento comercial temos trabalhado da melhor forma possível, mas estamos exaustos queremos um futuro que seja mais do que apenas sobreviver. 
Nossa equipe é composta por pessoas extremamente talentosas e cheias de sonhos, e eles merecem muito mais do que lutar para sobreviver.
Eu acho que conseguiria, se fosse o caso, convocar vários comerciantes e pequenos empresários, tão indgnados como eu, e que estão vivendo as mesmas angústias e  nas mesmas condições, e fazer um protesto pelas ruas da cidade, mas isso significaria fazer aglomeração e estaria
desrespeitando o decreto do Estado de Mato Grosso, que determina toque de recolher, deixando claro que eu faço questão que sou a favor do enfrentamento da pandemia, no entanto,
precisamos encontrar meios para respeitar a ciência e permanercemos em funcionamento.
Precisamos de alívio fiscal, moratória, parcelamento e vacina.
Se você é meu cliente e gosta do nosso trabalho, peço respeitosamente desculpas se minha atitude possa lhe ofender de alguma forma, agora se você apoia nosso posicionamento, chegue junto.
Estamos nos adaptando ao momento delicado e somente juntando forças poderemos encontrar um futuro melhor.
Por fim, caso não sobreviva a isso, espero pelo menos, com este gesto chamar atenção das autoridades competentes à realidade perversa em que estamos sendo submetidos e subjugados.
 

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