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Clima de violência e medo toma conta de Rondonópolis

Os últimos acontecimentos em Rondonópolis têm deixado à população revoltada e amedrontada com a violência na cidade. No domingo (9), milhares de fiéis se sentiram “órfãos” após a morte violenta de Padre João Paulo Nolli, 35 anos, considerados um dos mais importantes párocos de Mato Grosso. Ainda consternados com o assassinato do sacerdote, os rondonopolitanos viveram uma segunda-feira (10) violenta com assaltos a uma agência de uma cooperativa de crédito e uma loja de informática e com o confronto entre a Polícia e assaltantes no Jardim Nilmara, resultando na morte de seis suspeitos.
Assassinato de Padre João Paulo choca Rondonópolis
A partida precoce do Padre João Paulo, 35 anos, gerou comoção em Rondonópolis. O pároco que era muito popular na cidade havia desaparecido no sábado (8) após realizar uma pregação para um grupo de jovens no Jardim América foi encontrado morto na manhã do dia 9 deste mês em um terreno baldio no Loteamento Rosa Bororo. O caso chocou a cidade, ainda na noite de domingo, milhares de pessoas passaram pela Paróquia São José Esposo, onde foi velado o corpo do pároco para prestar a última homenagem. O sepultamento do sacerdote ocorreu em Cornélio Procópio (PR), onde mora sua família.
Apreensões e investigação – Em uma resposta rápida a sociedade, em especial, a comunidade católica, as forças policiais identificaram e localizaram os suspeitos de cometer o crime no inicio desta semana. Segundo a Polícia Civil, três adolescentes, de 16 e 17 anos, confessaram serem os autores da morte do sacerdote. “A Derf (Delegacia Especializada em Roubos e Furtos) apresentou os três adolescentes responsáveis pela morte trágica do Padre João Paulo. Desde o domingo quando recebemos a informação do caso, a Polícia trabalhou para identificar os autores dos crimes e conseguimos em menos de 24h. No crime foi levado um veículo, um aparelho celular, uma carteira e dinheiro em torno de 65 reais,” comentou Gustavo Belão.
De acordo com o delegado, os menores que confessaram serem usuários de drogas narraram que estavam na Avenida Presidente Médici quando o padre teria oferecido a eles uma carona. “O padre gentilmente ofereceu uma carona aos três adolescentes ao Parque Universitário, durante o caminho houve um desentendimento que resultou na morte do pároco,” disse o delegado.
Belão ainda disse durante a coletiva de imprensa desta semana que ainda faltam concluir alguns detalhes da investigação. “Estamos delimitando para saber o que motivou essa discussão. A principio, eles estão sendo autuados no latrocínio, agora preciso determinar, porque a primeira intenção deles não era praticar o roubo,” comentou o delegado.
Ele explicou que a carteira e o celular do padre foram dispensados próximo a entrada da Vila Canaã, sendo que quatro pessoas, entre elas, um menor de 14 anos e três homens de 25, 30, 32 anos, foram detidas por receptação. “Os receptadores e os autores do crime não se conheciam”, explicou o delegado.
Segundo Belão, dois dos três menores acusados de matar o padre já tem passagem por receptação. Eles foram apreendidos e serão transferidos para o Pomeri, em Cuiabá, ainda nesta semana. O delegado informou que os adolescentes narraram que só tiveram conhecimento que haviam assassinado um padre em um sitio no município de Guiratinga, quando a imprensa divulgou o caso.
As investigações para esclarecer o que motivou o assassinato do Padre João Paulo, morto por asfixia mediante estrangulamento, continuam em sigilo judicial segundo a Polícia Civil. O sigilo da investigação foi determinado pela 6ª Vara da Infância e Juventude de Rondonópolis.
Confronto entre Polícia e assaltantes termina com seis mortos
Um confronto entre policiais civis e suspeitos de cometer um assalto a uma agência de uma cooperativa de crédito ocorreu na segunda-feira (10) no Jardim Nilmara, em Rondonópolis. O tiroteio terminou com a morte de seis suspeitos que estavam escondidos em uma residência no bairro. Segundo a Polícia, assim que chegaram ao local, os indivíduos reagiram com tiros e houve confronto. Um outro suspeito baleado foi levado às pressas ao hospital.
Com a quadrilha a polícia apreendeu duas armas, cinco aparelhos celulares e R$ 33.682 mil em dinheiro. Duas mulheres, que estavam na residência, também vão responder por envolvimento na ação criminosa.

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