Vacinação e uso obrigatório de máscaras são armas contra avanço da Covid-19, avaliam vereadores

Rondonópolis registrou desde o início de julho 1.551 novos casos de Covid-19 e vê aumentar a pressão sobre a rede hospitalar. A nova onda da doença é vista com preocupação e já há quem defenda a retomada de algumas restrições, a exemplo do que fizeram várias cidades do estado com situação semelhante.

Em conversa com a reportagem do Regional MT o médico e vereador José Felipe Horta (Podemos) defendeu que a questão seja avaliada com mais profundidade pelo Comitê Gestor de Crise e também pela Vigilância Sanitária do Município.

“Eu acho que no mínimo teria de voltar o uso de máscaras. Sou contra fechar estabelecimentos, mas a favor de medidas de segurança”, disse ele.

“Ainda bem que começamos o período de férias escolares, que deve diminuir um pouco as contaminações. Mas eu penso que o Comitê deveria se reunir sim para analisar a quantidade de casos graves e, dependendo dessa análise, adotar as medidas necessárias”, destacou.

Conforme o boletim divulgado ontem (06) pela Secretaria Municipal de Saúde, a cidade tem agora 1.954 casos ativos da doença e 17 pessoas hospitalizadas, quatro delas em leitos semi-intensivos e cinco em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

CUIDADOS
Durante sessão ordinária de ontem (06) o vereador Manoel da Silva Neto (MDB), que também é médico, relatou que muitas gestantes atendidas nos plantões têm sido diagnosticadas com o coronavírus. Ele destacou que total de casos ativos agora é quase seis vezes superior ao da semana passada, com muitos pacientes apresentando sintomas graves que poderiam ser evitados através da vacina.

“91% das pessoas que estão em UTIs não tomaram a vacina ou fizeram o tratamento de forma incompleta, sem tomar todas as doses. As pessoas precisam se conscientizar. O próprio Ministério da Saúde ressalta que a vacina não protege só quem é vacinado, mas toda comunidade. Ela reduz a transmissão do vírus e a chance de, se contaminado, ir parar numa UTI”, explicou.

As vacinas estão disponíveis em todas as unidades de Saúde, porém quase metade da população continua com o calendário vacinal em atraso. Vale lembrar que, apesar de ainda haver exigência, o comprovante de vacinação não tem sido cobrado para ingresso em eventos ou locais com grande aglomeração de pessoas.

A vereadora Marildes Ferreira (PSB), que preside a Comissão Legislativa de Saúde e integra o Comitê de Crise, também manifestou preocupação.

“A situação está bastante complicada, são muitos casos. A maioria (dos contaminados) apresenta sintomas leves, mas o hospital de retaguarda está cheio e os leitos começam a ser ocupados com pessoas em situação grave. A população está sendo atendida, mas também precisa fazer sua parte”, alertou.

A vereadora lembrou que a nova onda de Covid-19 ocorre simultaneamente a um surto de gripe, com muitas crianças afetadas.

“O município abriu o terceiro turno para ampliar o atendimento pediátrico, mas continua lotado e estamos com dificuldades para contratar mais médicos por falta de pediatras. Então precisamos colaborar para evitar o pior”.

 

Eduardo Ramos – Da Redação

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