POLÍTICA

O jeito Serra de fazer campanha

O governador José Serra, adiando a definição de sua candidatura ao Planalto em 2010, vem mantendo livres os canais de comunicação com o governo federal, até mesmo com a ministra Dilma, quando se trata das obras do PAC, primordiais em S. Paulo, tais como o Rodoanel e o trem-bala S. Paulo – Rio.
Ademais, pelo aspecto eleitoral a manutenção de um bom relacionamento com um presidente com o índice de popularidade do presidente Lula, rende dividendos positivos a Serra. Nem provocar, por antecipação, eventuais ressentimentos, típicos de campanhas políticas adversárias, Lula, recentemente afirmou textualmente que será um privilégio para o País uma disputa entre Dilma e Serra”. Será uma disputa de alto nível, na visão do presidente.
Segundo os analistas políticos, o presidente Lula somente tem antecipado a campanha em favor de sua ministra por ser ela desconhecida para a maioria do eleitorado.
É opinião corrente entretanto entre os aliados de Serra (PSDB e DEM) e até mesmo alguns setores do PMDB (aliado do governo) que Serra está perdendo tempo, em não se declarar desde já candidato. O argumento é que, as negociações estaduais já estão em curso e a ausência do nome de Serra, contra a presença do nome de Dilma, pode resultar em perda de espaço nos palanques estaduais. ,
Na atual conjuntura das negociações estaduais o PSDB não tem cabeça de chapa para o pleito estadual nos Estados do: Amazonas, Amapá, Ceará, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio de Janeiro, Roraima, Rio grande do Sul, além do Distrito Federal. Além do que, nos Estados de Bahia, Sergipe e Rio Grande do Norte o DEM já tem seu candidato próprio. É de importância ressaltar que os acordos estaduais tem o seu conseqüente reflexo na disputa presidencial. Assim, na opinião dos analistas, é de capital importância que Serra aumente a sua presença, principalmente no Norte e Nordeste.
Em S. Paulo Serra vem prestigiando a pré-campanha de Alchimin que detém o cacife contra os nomes até agora ventados pelo PT: Palloci, Marta e Mercadante, estes dois já ressabiados de campanhas anteriores. E na opinião de Sergio Guerra (presidente do PSDB) “Serra não precipita a sucessão em S. Paulo e, dessa forma, não vira foco dos adversários, como acontece com Dilma”. A declaração de candidato de Serra exigiria em dedicação da ordem de 60 a 70% do seu tempo, na opinião do presidente do diretório paulista do PSDB, e daí a sua imagem de administrador dos interesses de S. Paulo ( o maior colégio eleitoral) poderia sofrer arranhões que refletiriam na campanha presidencial.
Como bom economista Serra faz a correta avaliação do custo/benefício ao adiar a sdua campanha. Ele não se declara candidato mas não nega que o será. Esse é o jeito Serra de fazer campanha.
Na foto:Governador Serra
Da redação
Rodrigues

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