Como se fosse no passado

O projeto que cria uma segunda Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari) na Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito (Setrat), que tramita na Câmara de Vereadores, tem sido alvo de polêmicas no Legislativo municipal e tem se arrastado, nas últimas sessões. O motivo é que um grupo de vereadores tem o entendimento que essa nova Jari, poderia sim, virar um cabide de empregos, para atender à necessidade política de um grupo. No entanto, é importante lembrar, que uma segunda Jari representa ganho, e principalmente transparência ao cidadão, é importante e válido destacar que a cidade de Rondonópolis cresceu muito nos últimos anos.
O nosso trânsito, seguiu a mesma toada de crescimento, a cidade tem, uma das maiores frotas do estado é cortada por duas rodovias federais e mais duas estaduais, além de um aumento de vias rápidas. Essa segunda Jari seria justamente para julgar os recursos do cidadão que corta essas rodovias e em muitas vezes para se deslocar para os seus postos de trabalho. Apenas para esclarecimento em 2001, quando a primeira Jari foi implantada na cidade, a frota era de 44 mil veículos em Rondonópolis, nos dias de hoje, a cidade conta com aproximadamente 190 mil veículos circulando pelos quatro cantos do município.
O resultado desse crescimento é somente um, houve um aumento considerável de infrações e aliado a isso, também houve um aumento considerável, de recursos e reclamações junto à Jari. Com isso, a única Jari funcionando na cidade ficou abarrotada de processos e desta forma é preciso sim um reforço, para dar mais agilidade ao cidadão que cobra resultados e neste caso, um julgamento mais rápido e imparcial das multas aplicadas no nosso sistema de trânsito. Trocando em miúdos e como a criação de novas varas na Justiça; geralmente isso ocorre quando o volume de processos cresce em uma proporção onde o julgamento justo e correto fica prejudicado. Uma nova vara na Justiça gera custo, é lógico que sim, mas gera também resultados para o cidadão que paga religiosamente seus impostos e cobra uma maior agilidade e transparência na tramitação de processos. Portanto, a mesma lógica, vale para Jari, o cidadão precisa de agilidade e transparência no julgamento dos seus recursos.
O que não dá é ver uma estrutura criada há 20 anos para atender uma demanda dos dias atuais. Lógico que essa adequação vai custar dinheiro, mas é preciso pensar e focar no futuro e esquecer as picuinhas e guerras do passado e do presente. Pelo visto, está faltando um olhar mais apurado e preciso em torno da cidade e das reais necessidades do cidadão. O seguro morreu de velho.
Da Redação