POLÍTICA

Base do governo analisa duas candidaturas

Embora o governador Blairo Maggi já tenha descartado a saída de Mauro Mendes do PR, um dia repleto de reuniões e rumores evidenciava ontem que o empresário pode assinar a ficha de filiação ao PSB. A estratégia seria a de uma dupla candidatura à sucessão estadual na base governista, num cenário com as candidaturas de Mendes e do vice-governador Silval Barbosa (PMDB), com o prefeito Wilson Santos (PSDB) na trincheira da oposição, pulverizando votos e forçando a realização de um segundo turno.
Uma intensa movimentação política marcou o dia quando o assunto era Mauro Mendes, às vésperas do prazo final de filiação partidária para aqueles que pretendem disputar cargo eletivo – amanhã, dia 3 de outubro, um ano antes das eleições. Ele teria mantido duas reuniões com Maggi. Enquanto isso, especuladores de plantão arriscavam palpites sobre o destino partidário do empresário, que há dias optou pelo silêncio – longe da imprensa, ele avalia não apenas se migrará para outra sigla, mas também os riscos de uma nova campanha eleitoral.
As conjecturas davam conta ontem de que o ingresso no PSB seria um dos caminhos viáveis a Mauro, que já teria argumentado ao próprio governador a ideia de se lançar candidato ao governo em paralelo à candidatura de Silval Barbosa, o atual vice de Maggi.
Num plano cartesiano e arriscado envolvendo a cabeça do eleitor em 2010, a tese é a de que a dupla candidatura culminaria num segundo turno travado entre Mendes e Wilson. Mas para que os supostos planos de Mauro se concretizassem, não bastaria a permanência no PR, e sim a escolha de um partido aparentemente sem um forte cacique, ou seja, com espaço suficiente para que Mauro alçasse a condição de liderança maior. Nesse cenário, o pequeno PSB seria o favorito, comandado hoje pelo deputado federal Valtenir Pereira, que também disputou a prefeitura no ano passado e aderiu à candidatura de Mauro no segundo turno.
Em paralelo à tese, outras conjecturas, a exemplo do que ocorreu durante a semana, dão conta do suposto descontentamento do governador com uma eventual tentativa de Mendes em rivalizar com Silval Barbosa o respaldo da base governista. Maggi teria então recomendado a velha parcimônia: com um Mauro contido, à espera do “naufrágio” da viabilidade da candidatura de Silval, o plano B despontaria naturalmente com o nome do empresário, já defendido por algumas alas republicanas juntamente com o de outro filiado – o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot.
Em suas mais recentes declarações públicas, porém, Maggi não descartou o lançamento de uma candidatura do PR ao governo, caso Silval não decole nas pesquisas eleitorais.
Diário de Cuiabá

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