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Projetos sociais são retomados com beneficiários do ‘Minha Casa, Minha Vida’

Com uma equipe formada por aproximadamente 10 agentes sociais de sua pasta e de uma empresa terceirizada, o secretário de Habitação do Município, Ildo Rodrigues, andou pelas 348 residências do Dom Osório II, na manhã desta terça-feira (11). O objetivo das visitas era o de levar um convite para uma reunião na noite da próxima quinta-feira (13), que ocorrerá no próprio bairro, para tratar com a comunidade assuntos relativos ao desenvolvimento do Projeto de Trabalho Técnico Social – PTTS.

Segundo Ildo, no Dom Osório e em outros bairros entregues por gestões anteriores o PTTS, que é uma obrigação legal, não foi desenvolvido na época, o que põe em risco o relacionamento do Município com a Caixa Econômica Federal – CEF, podendo implicar inclusive no veto a novos projetos residenciais de Rondonópolis.

O secretário ainda explicou que este tipo de reunião, pós-ocupação, não é o único foco de trabalho do PTTS, mas que, no caso dos ‘atrasados’, o processo terá de ser feito apenas desta maneira. “Este projeto tem duração de seis meses e é para ser feito no período antes das pessoas entrarem na casa e no pós-entrada. Consiste em conscientização, noções de direitos e deveres e outras informações que são necessárias o morador ter para saber como proceder. Como no Dom Osório, por exemplo, a etapa inicial do trabalho inicial foi abandonada na gestão anterior, vamos ter de retomar agora”, frisou.

Segundo ele, que se o PTTS for feito da maneira como tem de ser, “eu não tenho dúvida nenhuma, não vamos ter problemas sérios como a venda irregular de casas no futuro. O projeto de casas populares no Brasil é lindo, acontece que esbarra na irresponsabilidade de alguns que executam. Não foi feito no passado, hoje colhemos os frutos”, criticou.

A Mayo Consultoria, de Cuiabá, é a empresa responsável por gerir o projeto social, mas segue sendo acompanhada de perto pela equipe de assistentes sociais da Secretaria de Habitação. O trabalho conjunto do grupo vai se espalhar por outras localidades que estão com o PTTS atrasado. Em cada uma delas, haverá uma reunião mensal com os moradores.

O secretário Ildo afirmou que será feita uma análise até mesmo sobre a participação destas pessoas nos debates. “O morador que não comparecer, vamos registrar e enviar uma equipe até a casa dele. Lá, vamos saber como ele está, porque não foi à reunião e incitar nele um sentimento de interagir com os outros cidadãos do bairro”, explicou.

Ildo Rodrigues ainda lembra que nestas reuniões os moradores serão norteados de como proceder em eventuais problemas de infraestrutura que o bairro tiver apresentando. Em todos os casos, a empreiteira que recém construiu tem de ser acionada via CEF e tem de fazer o reparo prontamente. Além de situações como esta, vários assuntos relacionados à melhoria da qualidade de vida do local. “Vamos estar prestando nesta reunião esclarecimentos, por exemplo, sobre a instalação do revestimento cerâmico dos imóveis. O povo vai poder questionar, e nós também vamos falar. O bairro novo precisar criar esta identidade de cidadania”, finalizou.

A reunião ocorrerá a partir das 19 horas em frente à creche Ely Carlos, na Avenida Principal.

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