Depois de seis meses de mandato Mauro ainda não consegue ver Rondonópolis

Segunda maior economia do Estado, o município de Rondonópolis que conta com 228.857 habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), parece ter sido esquecida pelo Governo de Mato Grosso. Obras e recursos de extrema relevância para cidade e consequentemente para população enfrentam entraves.
No sexto mês de gestão de Mauro Mendes, os rondonopolitanos, em especial os 31.452 eleitores que votaram no atual governador aguardam o compromisso com a cidade e que conclua as obras que estão paradas.
Dentre os maiores anseios dos rondonopolitanos está a construção da ponte da W-11 no Rio Vermelho, que teve início em agosto do ano passado na gestão do então governador Pedro Taques e segue com as obras interrompidas. A ponte está orçada em R$ 11 milhões e terá uma extensão de 250 metros, proporcionando o acesso rápido a BR-364.
O Anel Viário Conrado Salles tem sido uma grande dor de cabeça para os motoristas, o local precisa urgentemente de uma restauração, pois as condições de trafegabilidade estão prejudicadas. A via recebe diariamente um grande fluxo de veículos e a situação é preocupante, pois os 10 quilômetros do Anel Viário estão praticamente intransitável. A população aguarda a licitação para a recuperação do Anel Viário que está programada para o próximo dia 19.
Na área da Educação, o município aguarda a iniciativa do Governo do Estado para que assuma a construção da sede da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). O prefeito de Rondonópolis Zé Carlos do Pátio tem tido boa vontade para consolidar a instituição no município além de investir recursos próprios para a manutenção dos três cursos Letras, Ciências da Computação e Direito, o chefe do Executivo com autorização da Câmara de Vereadores doou uma área nobre no antigo aeroporto da cidade para a construção da sede da universidade.
A cobrança também se estende para a retomada das obras da Escola Estadual do Residencial Maria Tereza. O local está em completo abandono e sendo tomado pelo mato. A escola deve ser a sede definitiva da Escola Militar Tiradentes em Rondonópolis tão aguardada pelos rondonopolitanos.
Enquanto não conta com a sede própria, a Escola Militar Tiradentes que teve o decreto de criação no município de Rondonópolis assinado em março de 2018 ainda pelo então governador Pedro Taques conta com o espaço do Oratório Filhos de Dom Bosco para funcionar, entretanto, vem enfrentando trâmites burocráticos. A expectativa que as aulas tenham início no segundo semestre deste ano.
O município aguarda ainda a destinação de recursos estaduais para investimentos na cidade. Além disto, na Saúde, espera-se que o Estado honre a dívida de R$ 20 milhões.
Outra obra aguardada e que prometia trazer comodidade e segurança virou alvo de investigações do Ministério Público. Com R$ 3,3 milhões de investimento, a obra de duplicação da Rua Rio Branco de responsabilidade do Governo do Estado enfrenta a baixa qualidade e ainda serviço sem ser executado.
Recentemente, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) montou uma comissão especial para que seja feito o diagnóstico das obras públicas inacabadas. Ao fim do trabalho, os deputados devem apresentar propostas e soluções. Vale ressaltar que o município conta com quatro deputados estaduais que podem cobrar a conclusão dessas obras que vem causando indignação da população.
Fonte: EssoMT