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Rondonópolis – tolerância zero a crimes ambientais, seis detidos descartando lixo em local inadequado

Rondonópolis não tolera mais o descarte de lixo em locais inadequados, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente aperta o cerco aos maus cidadãos que estão sendo punidos com a detenção. O Gasp “Gabinete de Apoio à Segurança Pública de Rondonópolis” coordenado por Valdemir Castilho “Biliu realiza um trabalho de fiscalização e vigilância durante 24h desde a desativação de todos os ecopontos da cidade nos bairros Sagrada Família e Ana Carla. Em Rondonópolis seis pessoas já foram detidas pela Polícia Civil por terem desobedecido a Lei Ambiental 9.605/98, que agrega a poluição e crimes ambientais, destruição significativa da flora, diante da qual passaram a responder por crime ambiental. Os problemas gerados pelo descarte inadequado de lixo são muitos e geralmente visíveis. Na maioria dos casos, eles se configuram como agressões ambientais e até como uma questão sanitária que coloca em risco à saúde pública.
Um fato surpreendente é que, as pessoas que mais sofrem e reclamam da sujeira, também são muitas vezes responsáveis por provocá-la. Convém ressaltar que não estão isentas da penalidade, “crime ambiental” as pessoas que jogarem lixo em terrenos baldios na área urbana, por isso a tolerância zero. Em nossa cidade vemos um cenário horrível em diversos bairros da cidade, pessoas inescrupulosas, descartam de tudo nos terrenos baldios, até mesmo animais mortos, restos de comida e sobras de construções. Os prejuízos para a própria população tem sido inúmeros, nesses lixos podem ser encontradas latinhas de cerveja, vasilhames de plásticos e até mesmo pneus velhos e animais mortos. A pouca agua contida nos vasilhames viram depósitos das larvas do Aedes Aegypt que depois se transformam no mosquito adulto. A partir daí salve-se quem puder da Dengue e da Chikungunya.
Essa teimosia e desobediência de alguns cidadãos, deixaram um trágico cenário na saúde dos rondonopolitanos. O número dos casos de Dengue em Rondonópolis, segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde teve um aumento nos casos, saindo de 96 no ano passado para 277 até o mês de maio deste ano de 2019. Inclusive com registro de morte de uma jovem por Dengue hemorrágica, que está sendo investigada pela Secretaria de Saúde.
Infelizmente essa é uma das faces trágicas promovidas por aqueles que costumam jogar lixo em locais inapropriados. As autoridades do município apostam na fiscalização por meio do apoio da Policia Civil para impedir que esse tipo de crime ambiental persista na cidade. O secretário Municipal do Meio Ambiente, João Fernando Copetti Bohrer ressaltou que até que os novos ecopontos fiquem prontos, restos de materiais de construção devem ser descartados no antigo lixão da Mata Grande e restos de podas de árvores e gramas na Rodovia do Peixe, na entrada próximo aos fundos da ADM.

Por Denis Maris

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