Cuidados podem prevenir a Hipertensão, que atinge cerca de 30% dos brasileiros

Apesar de cerca de 30% dos brasileiros serem hipertensos, conforme a SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), a doença pode ser prevenida com alguns cuidados. A médica e coordenadora do curso de Medicina do Idomed Fapan, Carmen Fornanciari, dá algumas orientações sobre como prevenir e se cuidar, quando há o diagnóstico da doença.
A hipertensão arterial é uma doença crônica não transmissível. Ela é definida por níveis de pressão arterial sistêmica elevados. “A hipertensão ocorre quando os níveis pressóricos estão acima de 130×80 mmHg (13×8). Com isso, o coração precisa fazer um esforço maior para garantir uma circulação adequada”, explica Carmen.
O esforço maior do coração pode aumentar os riscos e originar outros problemas de saúde. “As chances de ter um acidente vascular cerebral, o AVC, ou um infarto, por exemplo, são maiores. Além disso, aumenta a possibilidade de desenvolver insuficiência cardíaca, renal e aneurismas”, exemplifica a professora do Idomed Fapan.
Pessoas com histórico de hipertensão arterial na família, obesas e sedentárias são mais propensas a desenvolver a doença. Por isso, a recomendação é adotar hábitos saudáveis.
“É importante ter uma dieta hipossódica (baixo teor de sódio) e hipolipídica (baixo teor de gorduras), controlar o peso corporal, evitar tabagismo e o consumo de álcool, além de adotar a prática regular de atividade física”, orienta Carmen Fornanciari.
Onde encontrar ajuda
Para quem desconfia que está com a pressão alta ou já tem o diagnóstico da doença e não está seguindo o tratamento à risca, a coordenadora do curso de Enfermagem da Estácio Fapan, Priscila Silva, orienta que os pacientes procurem uma UBS (Unidade Básica de Saúde). Em Cáceres, a rede pública de saúde conta com 14 UBS.
“O ideal é procurar a UBS mais próxima. A UBS faz parte da Estratégia de Saúde da Família, que é um serviço amparado pela portaria 2.436, de 2017, que aprova a Política Nacional de Atenção Básica”, afirma a enfermeira.
Nas UBS, o paciente passa pela triagem, com enfermeiros e técnicos de enfermagem, onde é feita a leitura da pressão arterial e o encaminhamento para consulta médica. “O médico avalia o paciente, receita medicação inicial para controle, se necessário, e solicita exames laboratoriais e de imagem. Se não houver um cardiologista na unidade, o paciente é encaminhado para um especialista”, conclui a professora.
Fonte: Da Assesoria