Fecomércio/MT divulga pesquisa que confirma estabilidade econômica

No levantamento semestral do Departamento de Pesquisas Econômicas da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso-Fecomércio/MT, divulgado nesta sexta-feira, 15/01, é revelado que 82% dos entrevistados acreditam na manutenção da estabilidade econômica no primeiro semestre de 2010. A entidade ouviu 250 empresários do comércio e 150 de serviços, da capital e de 14 municípios mato-grossenses.
O otimismo se manteve em relação ao crescimento do país, com 80% de opiniões positivas e no que tange a Mato Grosso, 83%. Os percentuais são mais elevados do que os registrados no primeiro semestre, de 2009 que em relação ao Brasil estava 51% e de Mato Grosso 55%. O bom resultado foi atribuído pelo presidente da Fecomércio/MT, Pedro Nadaf ao fato dos empresários estarem mais seguros em relação aos rumos da economia.
“Vivíamos no primeiro semestre de 2009 no clima de crise internacional os empresários estavam cautelosos, o que era natural. Ocorre que em detrimento ao resultado obtido no computo geral do ano passado as opiniões, já no segundo semestre, estavam mais favoráveis, praticamente equilibradas em relação a esta última pesquisa, devido a boa performance econômica brasileira”, disse Nadaf, lembrando que Mato Grosso teve mais moeda circulante no mercado devido a manutenção da sua produção agrícola regional, expandiu a industrialização e isso trouxe reflexos para o comércio além de ter impulsionado o seu Produto Interno Bruto-PIB.
Nadaf lembrou que o resultado surpreendente das vendas do setor, que cresceu 11,43%, legitima o aumento das opiniões favoráveis, sendo que a previsão da entidade era de que ficaria entre 6% a 8%. O quadro de pessimismo felizmente havia se revertido já no segundo semestre de 2009, como mostram os números elevados dos otimistas, ficando entre os maiores desde 2004.
Inflação, forma de vendas e juros
Com relação à inflação os índices mais significativos referem-se a elevação do percentual dos que acreditam que ficará entre zero a 3%. Foram 46% dos entrevistados que ficaram com esta opção, ao passo que no primeiro semestre de 2009 estava bem abaixo, 29% e no mesmo período no ano anterior 57%. Automaticamente, caiu o número dos que responderam que deve ficar em 3.1 à 6%, analisando-se o resultado do primeiro semestre, sendo 41% na pesquisa atual, contra 45% no primeiro semestre anterior. Já que no que se refere ao ano, em 2008, no mesmo período o percentual foi de 39%. Os percentuais de 6,1 a 10%, tiveram 13% das respostas e pela primeira vez desde 2004, ninguém respondeu que ficaria acima de 10,1%, sendo que no mesmo período do ano passado teve 5% das respostas.
Outro número apresentado, que demonstra estabilidade foi em relação a forma que efetuarão suas vendas neste semestre. A maior parte, 34% respondeu que será à vista; 26% que ocorrerá através do crediário e duplicatas, 21% de cheque pré-datado, e 19% no cartão de crédito. Tanto em relação ao primeiro semestre de 2009, quanto ao segundo, a maior parte dos entrevistados opinaram que aumentarão as vendas à vista e a crediário neste semestre, por outro lado cairão as vendas através dos sistemas de cheques pré-datados e cartão de crédito, sendo que este último, na ordem de 6% em relação ao mesmo período do ano passado e 7% em relação ao segundo semestre.
No tocante a prática de juros, o índice de 0 a 2% obteve a resposta da maioria dos entrevistados, 51%. Na seqüência, a pratica de 2,1 a 4%, foi de 29%, 18% praticarão 4.1% a 6% e o percentual de 6.1, 8%, teve a resposta de 2% dos entrevistados. Como ocorre, desde o primeiro semestre de 2004, nenhum dos entrevistados acredita em prática superior a 8,1%. As maiores diferenças registradas no comparativo do primeiro semestre de 2008 foi a de juros no patamar de 0 a 2%, registrando-se 10% a maior nas opiniões deste ano, e inferior em apenas 3% em relação ao segundo semestre.
Posição do mercado e empregos
Com relação ao mercado, 71% dos entrevistados se manifestaram otimistas, 15% indiferentes e 14% pessimistas. O percentual dos otimistas, entretanto, subiu 3% neste ano em relação ao primeiro semestre de 2008 e caiu 7% em relação ao segundo semestre.
No que se refere a empregos, 81% das opiniões foram favoráveis, pois 38% acreditam na estabilização e 43% que aumentará e 19% que diminuirá. No primeiro semestre de 2008, as opiniões favoráveis estavam inferiores, sendo que 31% acreditavam que aumentariam e 42% que estabilizaria, ou seja uma diferença de 8%. O resultado satisfatório também se legitima pelo número do balanço econômico feito pela Fecomércio/MT no que diz respeito a aumento da oferta no mercado de trabalho, com 8.600 novas colocações.
Avaliação dos governos
Com relação à avaliação do governo estadual, 10% classificaram como ótimo, um aumento de 1% em relação ao mesmo período, e manteve-se igual em relação ao segundo semestre de 2009. Dos demais entrevistados, 27% classificaram como bom 47% regular e 16% como ruim.
O levantamento também contemplou opiniões em relação ao governo federal, sendo que 4% classificaram como ótimo, 29% como bom, 53% como regular e 14% como ruim.
A pesquisa foi realizada nos municípios de Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Campo Verde, Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Mirassol do Leste, Nortelândia, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sapezal, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra e Várzea Grande. Participaram com informações 12 sindicatos integrantes do Sistema Fecomércio/MT e oito Associações ligadas a Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso.
Fonte: Fecomércio
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