Exigência de receita médica poderá aumentar ainda mais filas nos postos de saúde

Com o surgimento da bactéria Klebsiella Pneuminiae Carbapenemase (KCP), também conhecida como “superbactéria”, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) proibiu a venda de antibióticos sem receita médica, tendo em vista que autoconsumo ou consumo desregular do medicamento é uma das suspeitas de causa da superbactéria.
Sendo os antibióticos só vendidos sob prescrição médica, a tendência é que o número de pacientes nos Postos de Saúde e Pronto Atendimento do municipío (PA) aumente. O secretário municipal de saúde, Valdecir Feltrin acredita nessa hipótese e afirma que o atendimento e números de consultas agendadas serão maiores logo que a proibição entrar em vigor.
Feltrin lembrou que em Rondonópolis há 32 Postos de Saúde e que além dos médicos, os dentistas também indicam o uso de antibióticos e mesmo com o possível aumento de consultas, o atendimento não ficará comprometido, porque a rede municipal de saúde comporta todos os casos. “Hoje as consultas são agendadas e com essa proibição, mais pessoas possivelmente irão procurar os médicos, no entanto, a rede comporta e o atendimento não ficará prejudicado”, argumentou o secretário.
Para o o vice-presidente da Associação dos proprietários de Farmácia, o empresário Itamar Carneiro, a proibição poderá prejudicar a venda dos antibióticos que muitas vezes são vendidos sem prescrição médica ou com receitas já antigas.
No entanto, segundo ele, os farmacêuticos e proprietários de farmácia terão que se adequar à legislação para evitar problemas futuros. “Temos que nos adequar, porque lei você não discute, você cumpre” afirmou o proprietário de uma farmácia.
De acordo com a resolução da ANVISA, os antibióticos deverão ser vendidos sob prescrição médica. O paciente deverá ficar com uma via da receita de controle especial, carimbada pela farmácia, como comprovante do atendimento. A outra via ficará retida no estabelecimento farmacêutico.
As farmácias deverão começar a reter a receita a partir de 28 de novembro. A prescrição médica para antibióticos terá dez dias de validade. Ela deve estar em letra legível e sem rasuras, e precisam informar o nome do medicamento ou da substância prescrita sob a forma de Denominação Comum Brasileira (DCB), dosagem ou concentração, forma farmacêutica, quantidade e posologia; nome completo do paciente; nome do médico, registro profissional, endereço completo, telefone, assinatura e marcação gráfica (carimbo); identificação de quem comprou o remédio, com nome, RG, endereço e telefone; data de emissão.
Em Rondonópolis, mais de 100 farmácias terão que se adequar à exigência da Anvisa.
Da Editoria

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