Wellington pede votação do Orçamento: “O Brasil precisa funcionar”

“O Congresso precisa dar resposta para a população. O Brasil precisa funcionar, estamos em crise e, por isso, cada um tem que, aqui, fazer o seu papel”. A afirmação foi feita pelo senador Wellington Fagundes (PR-MT) ao defender a rápida mobilização parlamentar – de situação e de oposição – para votar o Orçamento Geral da União. A matéria, segundo o relator senador Romero Jucá (PMDB-RR), apenas aguarda apreciação do Congresso. “Ao votarmos o Orçamento, iremos permitir que o Governo também faça os investimentos”.
Coordenador da Frente Parlamentar de Logística em Transportes e Armazenagem, Fagundes disse que a infraestrutura nacional precisa de investimentos urgentes. Ele observou que o período chuvoso está no final. “Em Estados como os da Região Amazônica e, principalmente, do Centro-Oeste, a hora de trabalhar, de construir as estradas é agora” – disse, ao defender a votação da matéria.
Da tribuna do Senado, Wellington explicou que as empresas contratadas para execução de obras de infraestrutura, hoje, “estão há, aproximadamente, 90 dias sem receber”. Essa situação, segundo o republicano, tem trazido graves consequências, com canteiros de obras mobilizados e sem contrapartida financeira. “Isso desestabiliza totalmente” – completou, ao enfatizar que o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, indicado pelo PR, “tem demonstrado preocupação”.
O senador republicano disse ainda que é importante que a equipe econômica libere os recursos mais urgentes, coloque em dia o pagamento, para que as empresas possam ter a celeridade de trabalhar, principalmente, a partir do início do mês que vem.
Wellington tomou como exemplo a duplicação da BR-163, considerada uma das estradas mais importantes para Mato Grosso, por onde é escoada a maior parte da safra de grãos produzida, e também por ser a rodovia que perpassa a Região Amazônica. A pista está sob concessão de 1,6 mil quilômetros, sendo 800 quilômetros da divisa de Mato Grosso até o Paraná e, também, no Mato Grosso, da divisa do Mato Grosso do Sul até a cidade de Sinop. Desses 800 quilômetros, metade é de responsabilidade do Ministério dos Transportes. O trecho de Rondonópolis até Posto Gil é de responsabilidade do Governo Federal.
O segmento que está sendo duplicado sob a responsabilidade do Governo Federal é o que, segundo a Polícia Rodoviária Federal, há o maior volume de acidentes frontais no Brasil, com média de 280 mortes por ano. “É um absurdo! Não podemos brincar com a vida. Não é só a questão do transporte das mercadorias, nem somente a preocupação dos caminhoneiros que se movimentaram e estiveram aqui em greve, mas também a segurança das pessoas” – frisou.