Saúde registra redução de notificações da dengue e intensifica ações de combate

A equipe da Secretaria de Saúde de Rondonópolis comemora a redução do número de notificações de casos de dengue com a intensificação das ações de combate aos criadouros do mosquito transmissor da doença. O coordenador do Departamento de Saúde coletiva do Município, Edgar Prates, cumpre o plano de mutirões localizados nas regiões onde surgem casos e trabalha para sensibilizar a população a manter casas e quintais limpos e livres de infestação.

Edgar Prates conta que nas primeiras seis semanas de 2014 o número de casos suspeitos de dengue teve uma redução da ordem de 67,7%, comparado ao mesmo período em 2013. O relatório feito revela que em 2013 foram notificados 1.381 casos de suspeita da dengue. Desse total, foram confirmados 854 casos de dengue clássica e 4 com complicações. No mesmo período deste ano foram 86 notificações e confirmados 24 casos de dengue clássica.

O coordenador acrescenta que a primeira Leitura de Índice Rápido para Aedes Aegypti – 1º LIRAa, realizado nos dias 27,28 e 29 de janeiro, apresentou o resultado final de 5,3%. O levantamento recomendado pelo Ministério da Saúde – MS é feito primeiro no período chuvoso. Além do índice divulgado, o LIRAa mostra as situações irregulares que resultam em maior infestação na cidade.

O depósito de lixo em terrenos e quintais (plásticos, garrafas pet, latas, lonas, sucatas e entulhos) aparece como principal criadouro dos mosquitos da dengue, com 38,3%. A segunda maior incidência é em depósitos de móveis, vasos e pratos de plantas, garrafas, bebedouros de animais, panelas e tampas, com 28,6%. Caixas d’água, tambores, galões e cisternas correspondem a 19,9%.

Infestação predial

As estratégias adotadas pela equipe da Secretaria de Saúde para diminuir o índice de infestação do mosquito transmissão da dengue reúne ações como visitas domiciliares, eliminação de focos da larva e medidas para reforçar as orientações preventivas e evitar a proliferação do mosquito vetor junto à população. O trabalho de sensibilização e educação é realizado pelos Agentes Comunitários de Saúde e de Endemias.

A principal preocupação – esclarece Edgar Prates – é com relação ao vírus 4 que representou 100% dos focos localizados em 2013. Ele explica que o vírus 2 é considerado o mais agressivo e o 4 é chamado ‘independente”. Mas, a contaminação de pessoas com doenças como diabetes e hepatite pode evoluir para um caso grave.

“Queremos reduzir ainda mais os índices de notificações e livrar Rondonópolis da dengue. Nossa principal meta é conseguir sensibilizar a cada morador que um foco do mosquito pode colocar em risco a vida de toda a comunidade. Portanto, é necessário que todos mantenham casas e quintais limpos e livres do mosquito”, alerta.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo