EDUCAÇÃO

Servidora da Escola Estadual Marechal Dutra ensina uma lição de amor à Educação

A Escola Estadual Marechal Dutra, em Rondonópolis, reserva uma história de superação. A funcionária querida e admirada por todos na instituição é Rosângela Aparecida da Silva, a personagem real da história de vida de trinta crianças.
Rosângela é formada em Pedagogia e já terminou uma pós-graduação em Educação Infantil, Alfabetização e Letramento, é natural pensar que ela deveria estar na sala de aula, mas este é um sonho ainda não concretizado. A servidora é concursada como apoio administrativo e cuida da portaria da escola, que em suas palavras “é um trabalho muito gratificante”. Após alguns anos na função, Rosângela começou a planejar o que fazer com “certo” tempo ocioso. Foi então que ela montou um projeto pedagógico para lecionar para crianças com dificuldades de aprendizagem.
Desde 2006, Rosângela chega à escola, às 11h30, limpa a parte da escola que faz parte de suas obrigações e vai para a portaria esperar os estudantes, depois que todos estão nas salas, aos poucos começam chegar “seus alunos”, como ela diz. São crianças do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental, com algum tipo de dificuldade de aprendizagem.
No currículo de Rosângela estão crianças como Ariadne de Oliveira, 8 anos, 2º ano do Ensino Fundamental, que chegou na escola sem saber ler corretamente e sem escrever com letra cursiva. Após alguns meses passando tardes na mesa da “tia Rosângela”, como chama Ariadne, ela está lendo perfeitamente, consegue escrever de diferentes formas e ainda interpreta os textos que lê, e, apesar da pouca idade, reconhece que seu desenvolvimento resulta da paciência e devoção de Rosângela. “Não quero deixar de ter aulas com ela”, afirmou.
Este ano Rosângela conseguiu aprovar seu projeto pelo Conselho Deliberativo da escola para ter acesso a recursos do PDE (Plano de Desenvolvimento da Escola). Todo dinheiro é investido no material que ela utiliza para ensinar as crianças, são livros, fotocópias e materiais que incentivam o aprendizado.
Ao falar de seu trabalho, a emoção toma conta. “Acredito que eu seria muito útil na sala de aula, mas não gostaria de perder os dez anos de serviço acumulados, quando houver um concurso e uma maneira de aproveitar meu tempo de trabalho, vou realizar meu sonho de lecionar, mas é muito gratificante ver essas crianças acompanhando seus coleguinhas e terminando o ano com sucesso. É minha maior realização”.
A assessora Pedagógica do município, Ernany Pessoa, apoia o trabalho de Rosângela. “Em todas as reuniões que fazemos, ela é o melhor exemplo que temos para dar, é uma pessoa que poderia estar acomodada por fazer o trabalho para o qual foi contratada, mas ela não é o tipo de pessoa que não só olha o mundo ao seu redor, ela faz parte dele”.

Fonte:SECOM

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