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Com garantia de R$ 1 bilhão, bancada de MT prioriza UFR e cobra investimentos no ensino

A bancada federal de Mato Grosso esteve no Ministério da Educação na última quarta-feira, 12, para cobrar do Secretário Executivo, Antônio Paulo de Medeiros, investimentos em institutos federais de ensino (como a Universidade Federal de Mato Grosso e o Instituto Federal de Mato Grosso), além da liberação de cursos de medicina e odontologia em alguns municípios e a estruturação de carreiras na Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) – último passo para o definitivo funcionamento da instituição.
O senador Wellington Fagundes (PL), líder do bloco Vanguarda, conta que os parlamentares conseguiram mostrar, no âmbito da Comissão Mista de Orçamento, a necessidade de investir mais na educação, ao fazer acordo com o governo para liberação de R$ 1 bilhão de reais para o Ensino brasileiro, para que se votasse a autorização de crédito suplementar de R$ 248 bilhões.
“Hoje o governo não tem mais desculpa para não investir em educação. Ele tem dotação orçamentária para fazer investimentos mínimos necessários, fazendo com a área tenha recursos pontuais. É claro que o momento de dificuldade exige que cada um faça sua parte, com redimensionamento dos custos, mas recursos públicos devem ser aplicados com qualidade”, afirmou o republicano.
Quanto à implantação da UFR, Wellington disse que o suprimento dos cargos de reitor e pró-reitor não causarão impacto econômico, sendo uma iniciativa mais política que financeira. “Espero que, com essa audiência, possamos ter resposta o mais rápido possível do Governo. O importante é que nós, do Congresso, estamos fazendo a nossa parte”, completou Fagundes.
A bancada ainda reivindicou a instalação dos cursos de Odontologia, em Lucas do Rio Verde, e Medicina, em Barra do Garças. “O Araguaia é um exemplo evidente da relação baixa entre médicos e pessoas, em uma região que ainda vai desenvolver muito”, disse Wellington.
O líder da bancada, deputado Neri Geller (PP), afirma que esta foi uma sequência de uma outra reunião que a bancada teve com o ministro Abraham Weintraub, junto com os reitores da IFMT e UFMT. “Na ocasião, eles nos apresentaram as prioridades, algo em torno de 30 milhões para a UFMT e 22 milhões para os ensinos técnicos, trazendo recursos para concluir as obras de Sinop, Rondonópolis, Tangará e alguns investimentos em Cuiabá”, explicou o deputado.
O secretário executivo Antônio Paulo respondeu aos pleitos afirmando que o ministério quer “resolver problemas”, e que vai “estudar caso a caso, dando retorno aos deputados e senadores presentes, e claro, tentando resolver todos os entraves burocráticos para que os pleitos possam ser devidamente tratados”.

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