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Proteger as nascentes garantem água de qualidade, alerta especialista

Nesta semana onde foi comemorado o Dia Mundial da Água (22/03) e o Dia Internacional das Florestas (21/03), o Folha Regional convidou o engenheiro agrônomo, doutor em irrigação e drenagem, Marcos Henrique Dias Silveira, para tratar sobre o tema “proteção de nascentes”. Marcos Henrique que é também professor do curso de Engenharia Agrícola e Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) avalia que é necessário zelar pelo recurso.
“Ao protegermos as nascentes a tendência termos água em abundância e com qualidade. Apesar de que também é preciso proteger as áreas de captação dessa água, a área onde tem a nascente. A água sai do subsolo, teve algum lugar que ela infiltrou no solo até chegar ao lençol freático. Então, temos que garantir certa quantidade mata nativa que vai possibilitar uma maior de filtração de água,” explicou o professor.
Ele explica que existem formas de recuperar as áreas degradadas, mas que a principal orientação é obedecer à lei que estabelece as normas quanto à proteção da vegetação, áreas de preservação permanente e as áreas de reserva legal.
“Temos que pegar na lei o que se trata de área permanente e recuperar essa vegetação, recuperar desde a nucleação de bancos de sementes, cercando, deixando regenerar naturalmente, isso dependendo de como está à situação no local. Quando é uma agricultura mais agressiva, é preciso fazer plantio de mudas, preferencialmente nativas e se é necessária correção de solo, mas isso dependerá de cada caso,” ressalta Silveira.
Marcos Henrique desenvolve um trabalho na comunidade Bananal e no assentamento Olga Benário através da parceria da UFMT com a Comissão Pastoral da Terra desde 2011. Para ele, o pequeno produtor logo acaba percebendo a necessidade de preservar as nascentes, uma vez, que necessita de água em sua propriedade. “Pouco tempo depois que começaram as ações, os vizinhos perceberam que começaram a melhorar a quantidade e qualidade da água de quem estava nesses programas de proteção e recuperação e começaram a querer fazer parte também,” disse o professor.
Ele ressalta que os grandes produtores tem mais dificuldade desta conscientização sendo necessário “forçar” a pessoa a necessidade de adequação ambiental. “O grande produtor de gado de corte, normalmente quando compra uma propriedade com cursos d’água, ou se não tem, conseguiu capitalizar, construiu poços, reservatórios, então ele sente menos essa limitação de água e de recursos hídricos do que o pequeno produtor. Claro, que muitos já têm consciência que precisa melhorar as coisas, ter essa conscientização,” disse Silveira.

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