POLÍTICA

Consolidação da Copa 2014 requer agilidade nos projetos

A vitória de Cuiabá para ser sede da Copa de 2014 foi possível devido aos critérios de "credibilidade" e de apoio popular observados pela FIFA. As vantagens de antes do anúncio, entretanto, requerem agilidade no processo de definição e colocação em prática dos projetos de suporte para o evento, como infraestrutura de mobilidade urbana, saúde, segurança e a construção do novo estádio Verdão. As constatações foram informadas pelo governador Blairo Maggi, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (01.06) para a Imprensa.
A justificativa para a avaliação, segundo explica Maggi, está no fato de organização mundial de futebol ter monitorado as propostas feitas pelo governo de Mato Grosso para testar sua viabilidade. "A FIFA mandou gente aqui sem que a gente soubesse. Se você não tem organização, seriedade e objetivo no que está fazendo, você pode entrar em contradição", relembrou disposição da equipe de governo ao centrar esforços em prol da Copa.
O governador explicou que quando iniciou o processo de candidatura de Cuiabá para a Copa de 2014 ele recebeu duas informações: uma de que "o projeto tinha que ter credibilidade, fosse de forma transparente e que fosse colocado em prática e outra era se a população do Estado aceitava". "Eles andaram fazendo pesquisa para saber se a população estava disposta a pagar o preço da Copa", comentou.
O presidente da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), Carlos Orione, também presente à coletiva, destacou o papel "espetacular sobre a forma como o governador se comportou, com habilidade e político determinado".
O vice-governador Silval Barbosa informou sobre a exposição que Mato Grosso vai ter para o resto do mundo. Ele repassou informação de Orione, segundo o qual, "mais de 200 países começaram a ouvir falar de Mato Grosso e Cuiabá". Silval também citou o caso de ter que se modificar a legislação (como isenção fiscal aos projetos), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o Plano Plurianual de Investimentos (PPA) para adequar as normas às necessidades dos projetos a serem tocados para a Copa do Mundo de 2014. O vice-governador lembrou que a tese inicial da FIFA era ter 10 cidades sedes. Mas, diz, por compromisso do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, o número foi ampliado para 12.
O secretário de Desenvolvimento do Turismo, Yuri Bastos, avaliou que o tempo útil para os projetos serem colocados em prática é curto. "Temos três anos e meio para cumprir o que prometemos para a FIFA. É a oportunidade para nós fazermos bonito e ser vitrine do Brasil para o mundo", diz. Ele reforçou a liderança do governador Blairo Maggi na escolha de Cuiabá como sede da Copa.
Além de Silval, Orione e Yuri, também participaram da entrevista coletiva os secretários de Esporte e Lazer, Baiano Filho, e da Casa Civil e Comunicação, Eumar Novacki.
SECOM

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